Temos que aproveitar esse bom momento que o País está vivendo, disse Carlos Melles - Crédito: Divulgação

O Sebrae assinou na terça-feira (20) um protocolo de intenções com os Ministérios da Economia e das Relações Exteriores, a Apex-Brasil e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para alavancar o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), cujo objetivo é melhorar a participação brasileira no comércio internacional.

O evento ocorreu durante seminário que discute estratégias de estímulo às exportações das micro e pequenas empresas. O encontro, que terminou ontem, teve a presença de representantes da Alemanha, Argentina e Reino Unido, que descreveram suas experiências. O PNCE vai unificar ações de todas as instituições públicas e o setor produtivo relacionados às exportações.

“Temos que aproveitar esse bom momento que o País está vivendo”, afirmou o presidente do Sebrae, Carlos Melles, ao se referir ao acordo assinado pelas cinco instituições.

“Há muito mais a oferecer do que commodities, pois nos preocupamos com a geração de empregos e com a produtividade. A prioridade é simplificar o ambiente de negócios”, ressaltou Melles, lembrando que as micro e pequenas empresas representam mais de 90% dos negócios do País, assim como em outros países, mas o volume de exportação do segmento ainda é pequeno.

“O faturamento hoje representa 27% e se conseguirmos chegar a 50%, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil pode subir 4% ao ano. “Temos que deixar de ser made in China e se tornar made in Brasil”, acrescentou o presidente do Sebrae.

Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, o acordo e o seminário são uma oportunidade para que as instituições possam discutir assuntos de interesses em comum.

“São todos parceiros essenciais para a implantação do PNCE e que trabalham para simplificar o dia a dia dos negócios. Essa é uma oportunidade única para as micro e pequenas empresas buscarem a internacionalização”, observou Abijaodi.

“Precisamos somar esforços e atuar em conjunto”, ressaltou o presidente da Apex-Brasil, Sérgio Segóvia.

A secretária-adjunta da Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Yana Alves, explicou que o PNCE é uma proposta promissora dotada com novas metodologias.

“É um novo momento da agenda da cultura exportadora que vai nos levar ainda mais longe e que surgiu para aumentar a eficiência das empresas”, disse Yana.

Segundo o embaixador Norberto Moretti, da Secretaria de Comércio Exterior do Itamaraty, a união entre as instituições vai possibilitar que as ações sejam mais bem coordenadas.

“A articulação entre o governo e o setor privado vai ajudar na internacionalização”, observou o secretário, ressaltando que o Ministério das Relações Exteriores possui 121 setores voltados para o incentivo às exportações, além de diversos acordos comerciais com outros países.

Segundo o gerente de Competitividade do Sebrae Nacional, Cesar Rissete, um dos maiores desafios atualmente para que os pequenos negócios exportem é a preparação. “Temos que sentar juntos, compartilhar as experiências e avançar”, observou Rissete, se referindo ao baixo volume de venda das micro e pequenas empresas para outros países.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Leonardo Diniz, o PNCE será fundamental para os pequenos se beneficiarem dos acordos comerciais, a mesma visão das gerentes da Apex-Brasil, Ana CláudIa Barbosa, e da CNI, Sara Saldanha. (ASN)