Carteira ampliada do Santander somava R$ 17,7 bi em julho - Crédito: Divulgação

O Banco Santander continua investindo fortemente no agronegócio. A instituição financeira acaba de inaugurar a terceira loja vocacionada ao setor em Minas Gerais, no município de João Pinheiro, na região Noroeste do Estado.

Ao todo já foram inauguradas 33 unidades no País, e mais sete estão previstas até o fim deste exercício. As demais unidades mineiras estão localizadas nas cidades de Unaí (Noroeste) e Monte Carmelo (Alto Paranaíba).

De acordo com o superintendente executivo de Agronegócios do Santander Brasil, Paulo César Bertolane, as chamadas lojas Agro integram o forte processo de interiorização do banco, que desde 2017 investe em cidades onde ainda não estava presente e também em algumas de relevância para o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola nacional.

“Com nossas 33 unidades já conseguimos alcançar cerca de 70% da cobertura do mapa agropecuário do Brasil. Hoje temos lojas vocacionadas do Pará ao Rio Grande do Sul, passando por Minas Gerais”, explicou.

Sobre a localização em João Pinheiro, superintendente destacou que a cidade é uma potência do agronegócio mineiro principalmente na pecuária e no setor sucroenergético. “A loja permitirá atender os produtores rurais da região com exclusividade”, completou.

Ele lembrou também que o modelo de atendimento tem se mostrado uma boa opção para o Santander, já que o espaço tem vocação comercial no segmento, utiliza de soluções digitais e não conta com transações em espécie, criando um ambiente seguro totalmente voltado ao atendimento dos clientes e de seus negócios. Porém, dependendo da demanda, o local pode ter seu atendimento ampliado.

“É uma agência digital que permite um relacionamento mais próximo e personalizado com cada cliente”, resumiu.

O Santander Brasil já inaugurou lojas Agro em Cristalina (GO), Naviraí (MS), Posse (GO), Campo Novo do Parecis (MT), Canarana (MT), Paragominas (PA), Balsas (MA), Primavera do Leste (MT), Unaí (MG), Maracaju (MS), Redenção (PA), Alta Floresta (MT), Mineiros (GO), Nova Mutum (MT), Vilhena (RO), Chapadão do Sul (MS), São Gabriel D’Oeste (MS), Cianorte (PR), Cáceres (MT), Juara (MT), Gurupi (TO), Pato Branco (PR), Frederico Westphalen (RS), Sarandi (RS), Porangatu (GO), Querência (MT), Quirinópolis (GO), Marechal Cândido Rondon (PR), Monte Carmelo (MG), Santo Antônio da Platina (PR), Rio Brilhante (MS) e Sidrolândia (MS).

Carteira – De acordo com o último balanço divulgado, a carteira de crédito ampliada (que considera Recursos Obrigatórios e Livres, BNDES, Funcafé e os títulos CPR e CDCA) do banco teve um aumento de 192% entre dezembro de 2015 e julho de 2019, passando de R$ 6,086 bilhões para R$ 17,778 bilhões.

O resultado de julho representou uma alta de 19,1% ante o mesmo mês de 2018 e avanço de 2,5% na comparação com junho, enquanto o mercado cresceu 5,6% e avançou 1,7%, respectivamente. Somente em 2018 ante 2017, o crescimento foi de 26%, para R$ 16,325 bilhões frente ao crescimento de mercado de 9%. As principais culturas atendidas na carteira são soja, milho e boi gordo.

A carteira de crédito ao agronegócio no segmento atacado do banco é de R$ 26 bilhões, sendo somente as usinas, R$ 8 bilhões, e incluindo as tradings de açúcar e álcool e cooperativas, o valor chega a R$ 8,8 bilhões. Os principais setores atendidos são açúcar e cana (35%), milho e soja (24%), cooperativas (15%), fertilizantes (11%) e boi gordo (10%).

Ao final de julho de 2019, o Santander tinha 9,2% de participação de mercado em LCA, conforme dados do Banco Central, alta de 0,3 ponto percentual ante o mesmo mês de 2018.