A Pós-graduação, a Educação e a Ciência e Tecnologia tem sido os alvos do governo Bolsonaro. Os ministros Paulo Guedes e Abraham Weintraub, em menos de seis meses, promoveram cortes de mais de 11.800 bolsas de estudos da pós-graduação, R$ 300 milhões do orçamento da CAPES, 30% dos recursos para custeio das universidades federais.

O orçamento do CNPq foi drasticamente reduzido ameaçando a suspensão da oferta de cerca de 4,5 mil bolsas “ociosas” que, segundo a Associação Nacional de pós graduandos (ANPG), seriam distribuídas entre estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado, além do não pagamento de bolsas de mais de 84 mil pesquisadores dessa agência, a partir do mês de outubro.

Essas medidas, associadas à escassez e defasagem das bolsas de estudos, que não são reajustadas desde 2013, fizeram com que a ANPG, em conjunto com trabalhadores da ciência e tecnologia, convoquem os pós-graduandos, pesquisadores, professores e demais setores da sociedade civil a se somarem à Greve Geral da Pós-Graduação e da Ciência e Tecnologia e à Marcha à Brasília, no próximo dia 2 de outubro.

Entre as exigências da associação estão:

• A revogação imediata de todas as medidas de austeridade que atingem a educação e ciência e tecnologia;

• O repasse imediato dos R$ 330 milhões necessários para o cumprimento do orçamento 2019 do CNPq e a garantia do pagamento das bolsas da agência;

• Descontingenciamento do orçamento das universidades federais e outras instituições de ensino e pesquisa;

• Recomposição do orçamento do Ministério da Educação e da Ciência e Tecnologia com ampliação para o de 2020 de modo a atender o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação e do Plano Nacional de Pós-Graduação;

• Repasse de R$ 948 milhões para recomposição do quadro e reajuste das bolsas de estudos;

• Aplicação dos 10% do PIB para educação.

• 25% do Pré-sal para Ciência e Tecnologia.

• Revogação imediata da Emenda Constitucional 95.