O projeto Acelera MGTI Smart Cities tem potencial de trazer grandes contribuições para a qualidade de vida da população de Belo Horizonte - Crédito: Divulgação

A Sociedade Mineira de Software (Fumsoft) abriu oficialmente a primeira rodada do Acelera MGTI Smart Cities, ontem, durante evento com as 12 empresas selecionadas.

O programa de aceleração – que conta com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e da empresa American Tower do Brasil – vai apoiar projetos com diferentes propostas, mas todas ligadas ao conceito de cidade inteligente. As empresas serão aceleradas durante seis meses e, ao fim do projeto, terão suas soluções absorvidas pela PBH.

A CEO da Fumsoft, Jéssica Martins, explica que o projeto surgiu a partir de uma percepção de que o tema smart cities ainda é pouco explorado na cidade, assim como é pouco conhecido pelos cidadãos. Como a instituição já tem a expertise do Acelera MGTI, que apoia startups em diferentes temas, ela percebeu a oportunidade de criar uma edição dedicada ao assunto de cidade inteligente.

“Nosso objetivo era trazer o tema à cena e ajudar Belo Horizonte a se desenvolver nesse conceito. Ao criar o edital encontramos alinhamento com a prefeitura, que tinha justamente esse tema em seus objetivos estratégicos. Dessa forma, a PBH se tornou um parceiro estratégico”, explica.

Ela lembra que esse é, inclusive, um dos diferenciais desse edital, uma vez que as startups terão acesso ao que mais precisam no momento de validar suas soluções: o poder público.

“Existem muitas empresas com propostas para smart cities, mas elas normalmente enfrentam esse problema de não conseguir testar na cidade. Quando a prefeitura entra nesse programa ela abre uma porta para as provas de conceito”, frisa.

Ela também destaca a importância da parceria com a American Tower do Brasil, que vai oferecer tecnologias de conectividade para as soluções das startups.

De acordo com Jéssica Martins, o programa de aceleração teve início ontem e dura seis meses. Nesse tempo, os empreendedores recebem mentorias, fazem diagnóstico de seus projetos, desenvolvem um protótipo e o testam. Não há investimento financeiro nas empresas, mas durante o programa elas são conectadas a investidores. Em contrapartida, as startups cedem 4% de equity à Fumsoft.

A CEO afirma que a expectativa é realizar o Acelera MGTI Smart Cities uma vez por ano. Ela acredita que o projeto tem potencial de trazer grandes contribuições para a qualidade de vida da população de Belo Horizonte.

“Estamos muito engajados com esse projeto e focados no legado que ele vai deixar para a cidade. Queremos que, por meio dessas soluções, as pessoas percebam melhorias no seu dia a dia, na forma como se locomovem, esperam ônibus, fazem compras”, conclui.

AiPlates tem como base a inteligência artificial

O programa Acelera MGTI Smart Cities recebeu inscrições de startups de todo o Brasil e até de outros países. As 12 startups selecionadas desenvolvem soluções diversas para bilhete de transporte público, segurança pública, resíduos sólidos, trânsito, entre outros assuntos.

Uma delas é a AiPlates Technologies, que desenvolveu uma solução para segurança pública e controle de tráfego que faz leitura de placas de veículos por meio de inteligência artificial (IA).

De acordo com o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da startup, Marcos Primo, a solução permite a gestão dos veículos que transitam pela cidade. Isso é útil tanto para a identificação de veículos suspeitos, quanto para a contagem volumétrica nas principais vias da cidade.

“Por meio de IA, nossa solução consegue identificar um carro suspeito de acordo com o comportamento e o trajeto dele. Também temos a possibilidade de integração com os sistemas das polícias, o que permite o monitoramento de carros roubados, por exemplo”, detalha.

Segundo o diretor, a solução já está em teste em duas cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), mas ele não pode revelar quais são.

Ele acredita que a aceleração no programa da Fumsoft trará ainda mais maturidade para a empresa, divulgação da solução e possibilidade de consolidação de parceria com a PBH.