Crédito: Divulgação

Os preços de imóveis residenciais de Belo Horizonte encerraram o ano em queda. Segundo o Índice FipeZap – que monitora tais preços em 20 cidades –, a retração registrada na capital mineira foi de 0,23% no acumulado de 2018, em relação ao período anterior. Considerando-se a projeção da inflação do período, que é de 3,69%, a queda real chega a 3,79%. Na passagem de novembro para dezembro, houve uma pequena redução de 0,02% nos valores dos imóveis, tendendo à estabilidade.

Segundo o pesquisador da FipeZap, Bruno Oliva, Belo Horizonte não foge à regra, já que as demais cidades pesquisadas também apresentaram desvalorização no preço médio de venda dos imóveis no acumulado do ano, levando-se em conta a inflação. Ele apontou ainda que, no período de quatro anos, o valor dos imóveis residenciais de Belo Horizonte registrou queda real de 12%. Em 2015, houve recuo de 9,65%; em 2016, a queda foi de 1,46%; em 2017, houve alta de 1,77%.

Oliva informa que o resultado está atrelado ao quadro de crise e alto índice de desemprego. Além disso, já era esperado um arrefecimento dos valores após o aumento robusto dos preços registrados entre 2007 e 2013.

Ainda segundo ele, a melhoria de indicadores macroeconômicos, como inflação controlada e juros em queda, não foram suficientes para trazer a recuperação dos preços em 2018. De acordo como pesquisador, o aumento dos valores dos imóveis está diretamente ligado à alta da demanda. Com os níveis de desemprego ainda elevados, o cenário se torna incerto, desestimulando as pessoas a contraírem dívidas de longo prazo.

E a tendência para 2019 é de queda de preços dos imóveis residenciais. Isso porque, segundo o pesquisador, mesmo se houver a aguardada recuperação econômica, o setor imobiliário costuma levar um tempo para reagir.

O preço médio do metro quadrado dos imóveis em Belo Horizonte foi de R$ 6.427 em dezembro de 2018, segundo a FipeZap. Na Capital, o bairro mais valorizado é a Savassi (Centro-Sul), com o preço do metro quadrado chegando a R$ 11.363. Em seguida, estão Funcionários (R$ 10.332); Santo Agostinho (R$ 10.101); Lourdes (R$ 9.713); Belvedere (R$ 9.201), todos na Região Centro-Sul. Já os bairros onde o preço do metro quadrado do imóvel residencial é mais baixo são Conjunto Califórnia (R$ 2.916); Jardim Leblon (R$ 2.910); Solimões (R$ 2.787); Serra Verde (R$ 2.673) e Ribeiro de Abreu (R$ 2.374).

Entre as cidades pesquisadas, o município de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, tem o menor preço do metro quadrado do imóvel residencial: R$ 3.552.

Nacional – No País, no acumulado de 2018, também foi registrada queda no preço do imóvel residencial, que teve retração de 0,21%. Levando-se em conta a inflação projetada para o período, a redução chega a 3,76%. Na passagem de novembro para dezembro, houve alta de 0,11%.

Entre as 20 cidades monitoradas, sete registraram queda nominal no preço de venda residencial em 2018, destacando-se Niterói (-4,06%), Rio de Janeiro (-3,59%), Fortaleza (-2,25%), Porto Alegre (-1,16%) e Distrito Federal (-0,86%).

Entre as cidades que apresentaram aumentos estão Curitiba (+3,39%), Goiânia (+2,50%), Vitória (+2,46%), São Paulo (+1,79%) e Florianópolis (+1,10%). Mesmo as altas ficaram abaixo do índice inflacionário, mostrando queda real.

O valor médio do metro quadrado do imóvel no País, em dezembro, foi de R$ 7.528. Rio de Janeiro é a cidade com o preço mais elevado, de R$ 9.402; seguida de São Paulo (R$ 8.829) e Distrito Federal (R$ 7.781).