Programa Elite Brasil visa estreitar os laços entre empresas de capital fechado com mercado de capitais e investidores - Crédito: REUTERS/Paulo Whitaker

As primeiras nove empresas que participaram do programa Elite Brasil serão certificadas na próxima terça-feira (17). O programa capacita e estreita os laços entre empresários, acionistas e principais executivos de empresas de capital fechado com o mercado e investidores. O objetivo é promover a troca de experiências com empresas e assessores do mercado de capitais e o acesso a oportunidades de capitalização dos negócios. A expectativa é que nos próximos seis meses, as empresas que participaram do programa captem no mercado cerca de R$ 400 milhões.

De acordo com o diretor de desenvolvimento de negócios do Instituto de Desenvolvimento do Mercado de Capitais (IDMC), Eduardo Campos, a primeira turma iniciou o programa em março de 2018. Nesta etapa, foram nove empresas de seis setores distintos. A expectativa é ampliar a participação das empresas no Elite Brasil, alcançando, em cinco anos, 300 empresas no País. O projeto foi desenvolvido em Minas Gerais pela primeira vez no País e será estendido para outros Estados.

O programa certificou nove empresas mineiras de médio e grande portes de variados segmentos. As empresas são a Pif Paf, Embaré, Vilma Alimentos, Transpes, Lumar Metals, Labtest, Master Turismo, Lafaete e Grupo Ápia.

Ao longo do projeto, que durou 18 meses, as empresas participaram de dez módulos desenvolvidos em grupos e de seções de mentoria individual, com visitas e suporte particulares. O grupo participante é bem heterogêneo tanto em segmento de atuação como em tamanho. As empresas participantes devem ter faturamento anual acima de R$ 50 milhões.

“Trabalhamos com a mentoria individual para atender a todas as empresas, independente do setor. Isso é importante porque cada setor tem um tipo de acesso ao mercado, são operações típicas para cada atividade”, explicou Campos.

Ainda segundo Campos, os resultados do projeto são positivos e uma das empresas participantes, a Transpes, por exemplo, já realizou uma emissão de Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), no valor de R$ 65 milhões.

Campos explica que, através do programa, as empresas de capital fechado têm a oportunidade de se aproximar de investidores, bancos de investimentos e potenciais parceiros para operações de fusão e aquisição.

“Nós temos algumas empresas dessa turma que tem emissões em vista. Nos próximos seis meses, acreditamos que essas empresas venham captar mais de R$ 400 milhões no mercado. É um resultado muito positivo”, disse.

Campos ressalta que existem turmas do programa Elite abertas e empresas que tenham interesse em se preparar para as oportunidades do mercado de capitais podem aderir ao programa.

“Nós fizemos uma alteração no formato do programa que permite que as empresas entrem em qualquer período do projeto”.

Cerimônia – Na cerimônia de certificação, que será realizado na sede da Fiemg, em Belo Horizonte, serão entregues os certificados de conclusão do programa para as empresas participantes da primeira turma do Elite Brasil, que também irão se apresentar para um público de investidores e stakeholders do mercado de capitais.

O Elite é um programa global da Bolsa de Valores de Londres. No mundo são mais de 1.100 empresas certificadas pelo programa.

“Como o Elite é uma comunidade global, as empresas que participam têm a chance de se conectarem com oportunidades e investidores no mundo inteiro. Abre uma serie de portas e oportunidades”, explicou Campos.