Crédito: Gil Leonardi/Agência Minas

O vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant, afirmou na sexta-feira (2), que “já passou da hora” de o governo desenvolver uma agenda de transformação para o Estado, enquanto ainda trabalha na reorganização de suas contas.

Após se reunir com representantes do setor de tecnologia, no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), na região Centro-Sul da Capital, ele afirmou que a inovação é o caminho para que o Estado se recupere financeiramente. Mas, adiantou que o governo deve contribuir mais com seu capital político e menos com recursos financeiros.

Brant afirmou que o governo vai seguir uma “uma agenda de inovação na veia”. Para ele, essa é a única forma de encontrar uma solução para a o atual cenário econômico do Estado e do Brasil.

“A crise foi muito grande, então o governo ficou um pouco atordoado, o que é natural. Quando você entra e vê o tamanho da encrenca financeira isso gera um efeito que faz com que a energia fique concentrada só nisso. Mas, já está passando da hora de o governo continuar tocando essa agenda, mas também entrar em uma agenda de transformação”, disse.

O vice-governador explica que ainda não é possível detalhar as ações de fomento à inovação, mas garante que será construída uma relação de parceria entre o governo e o setor de tecnologia no Estado.

O primeiro passo nesse sentido foi a reunião ocorrida na sexta-feira com o presidente do Sindicato da Indústria de Software e de Tecnologia da Informação de Minas Gerais (Sindinfor), Fábio Veras, e representantes de empresas de tecnologia no Estado.

Segundo Brant, o fomento à inovação em Minas Gerais será focado na construção de uma cultura inovadora e um mindset transformador e, por isso, a participação do governo será principalmente com capital político.

“As pessoas acham que o governo tem que entrar com dinheiro, mas o maior capital do governo é político, é a legitimidade, a representatividade e a capacidade que ele tem de fazer sinapses entre os agentes econômicos”, disse.

O vice-governador também afirmou que políticas centradas em incentivos fiscais não são as mais relevantes e que o governo trabalhará em outras frentes – como as áreas tributária e ambiental – que podem facilitar o desenvolvimento dos negócios.

“Alguns poucos setores ainda carecem de algum apoio financeiro do governo, mas a maioria precisa que o governo crie um ambiente amigável ao empreendedor”, disse.

Brant garantiu que programas importantes no Estado, como o Seed e o Simi – que estão parados -, voltarão a funcionar em breve. Ele também garantiu apoio ao projeto P7, que é um hub da economia criativa em Minas Gerais.

O presidente do Sindinfor, Fábio Veras, afirma que, durante a reunião com o vice-governador, foi apresentada a demanda de formação profissional na área de tecnologia. Segundo ele, pelo menos 400 empresas no Estado estão “ávidas” por mão de obra qualificada.

“Também conversamos sobre soluções para um governo digital, sobre um projeto de Smart Cities e nos comprometemos a contribuir para o povoamento do novo espaço do P7 com empresas de tecnologia”, diz.