MPEs da construção civil realizaram 14.176 admissões e 9.608 demissões em julho em Minas - Crédito: Charles Silva Duarte/arquivo DC

O saldo positivo de empregos nas Micro e Pequenas Empresas (MPE) em Minas foi impulsionado pelo segmento da construção civil, que gerou 4.568 vagas em julho. As informações são do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

As MPEs do setor fizeram 14.176 contratações e realizaram 9.608 demissões, sendo as detentoras de 60% do saldo de empregos totais de Minas Gerais.

Conforme destaca a assistente do Sebrae, Gabriela Martinez, o saldo gerado pelos pequenos negócios do segmento é o melhor para o mês de julho desde o ano de 2011. Somente em Belo Horizonte, foram geradas 2.609 vagas.

“Esses números estão relacionados a várias questões do cenário econômico atual, como os juros um pouco mais baixos, inflação dentro da meta, expectativa com as reformas que estão em andamento e mudança do crédito imobiliário pela Caixa Econômica Federal”, diz ela.

Sobre as expectativas para os próximos meses, a assistente do Sebrae destaca que é preciso observar o cenário com cautela, já que tudo depende do cenário geral.

As mudanças da Caixa Econômica Federal, pontua a profissional, poderão incentivar as construtoras a realizarem mais empreendimentos. Por outro lado, ela ressalta, muito se tem discutido acerca do novo Plano Diretor de Belo Horizonte e seus possíveis impactos negativos para o segmento.

Total – Os bons números do setor contribuíram para que Minas Gerais ficasse em segundo lugar em relação ao saldo de empregos nas MPEs, com um total de 7.517 vagas. São Paulo ocupou a primeira posição, com 12.869 vagas.

“Os estados da região Sudeste, geralmente, se destacam nesse sentido. Minas Gerais tem potencial, uma grande população e diversas empresas”, frisa Gabriela.

As MPEs fizeram mais contratações do que demissões relacionadas às atividades de servente de obras (1.980 vagas), motorista de caminhão – rotas regionais e internacionais (817 vagas), alimentador de linha de produção (550 vagas), auxiliar de escritório (511 vagas) e pedreiro (447 vagas).

Os jovens foram os responsáveis por 80% do saldo de empregos gerados pelas micro e pequenas empresas no Estado em julho, sendo 87% homens, 60% pardos e 95% com ensino médio completo e/ou superior incompleto.

“As micro e pequenas empresas são o motor para a geração de empregos. O saldo delas têm sido, mês a mês, maior do que o das médias e grandes. Elas são mais sensíveis à situação econômica; quando o cenário está melhorando, elas já respondem. As maiores são mais engessadas”, analisa.

De acordo com Gabriela, as expectativas são de que a tendência de crescimento das contratações continue. Ela lembra que os setores que mais geram vagas podem variar a cada mês.

“Os destaques, geralmente, vão para os setores de serviços, agropecuária e construção civil”, diz.

Região – A região Central do Estado gerou um saldo de 941 empregos. Noroeste e Alto Paranaíba foram responsáveis por 1.315 vagas, Triângulo Mineiro por 1.373 e Rio Doce e Vale do Aço por 1.002 vagas.

Em relação às cidades de Minas Gerais que apresentaram os maiores saldos no mês passado, Belo Horizonte lidera com 3.168 vagas, seguida por Rio Paranaíba (615 vagas), Uberlândia (538 vagas), Betim (457 vagas) e Uberaba (433 vagas).