Apesar do menor consumo de gás natural no Estado, o lucro da Gasmig registrou crescimento de 29% no acumulado do ano | Crédito: Divulgação

O rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), afetou em cheio o consumo de gás natural no Estado.

De acordo com o presidente da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), Pedro Magalhães, houve queda de 17% no consumo entre janeiro e agosto deste ano, comparado ao mesmo período de 2018, referente à redução aproximada do uso pela Vale. Sem levar em conta esse fator, o consumo permanece estável.

Mesmo com a queda puxada pela mineradora, os lucros da estatal mineira aumentaram. De acordo com o presidente da Gasmig, quando se compara o acumulado deste ano com o mesmo período de 2018, o incremento no resultado foi de 29%.

“Um dos motivos para isso foi a diminuição das despesas operacionais”, conta o profissional.

Além disso, a demanda das usinas termelétricas, cujos dados de consumo são computados à parte, também começou mais cedo neste ano.
Para se ter uma ideia, o consumo de gás natural da termelétrica localizada em Juiz de Fora, na Zona da Mata, é de 500 mil metros cúbicos por dia. Já na usina de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o consumo é de um milhão de metros cúbicos diariamente.

Perspectivas – As expectativas são de que esse quadro possa apresentar ainda mais melhorias ao longo do tempo. Magalhães defende que, para que se tenham resultados ainda mais favoráveis, é importante abrir o capital da Gasmig, para “dar condições de competição”, destaca ele.

A empresa, atualmente, tem o controle indireto do Estado, e seus acionistas são a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), com 99,6%, e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), com 0,4%.

A empresa tem como visão se consolidar, até o ano de 2021, como uma das três maiores distribuidoras de gás do Brasil, no que diz respeito à rentabilidade, volume e número de clientes.

Novidades – Quando se trata do programa “Novo Mercado do Gás”, lançado pelo governo federal, o presidente da Gasmig é enfático: o preço do gás poderá cair muito mais rapidamente do que se imagina.

A medida, que irá acabar com o monopólio da Petrobras, possibilitará que a companhia adquira o produto de outras empresas, a preços menores em alguns casos, graças à competitividade. Com isso, toda uma reação em cadeia, com resultados bastante positivos, poderão ser sentidos, lembra Magalhães.

Conforme destaca o presidente da companhia, nesse novo cenário, os preços ficarão mais acessíveis também para as organizações, fazendo com o consumo do gás natural possa, inclusive, dobrar no Estado de Minas Gerais. “Isso dará um impulso para as empresas”, salienta.

Além disso, destaca o presidente da Gasmig, os preços mais baixos do gás também poderão resultar no barateamento da energia elétrica. “As consequências serão boas para o Brasil”, comenta.