Projeto faz releitura contemporânea de fogão à lenha na CASACOR Minas | Crédito: Henrique Queiroga

Assinado pelo arquiteto Felipe Soares, a Cozinha Leroy Merlin mostra como o rústico pode andar de mãos dadas com o minimalismo e revelar um espaço gostoso, prático e muito conectado com a vida das pessoas.

Os elementos da tradicional cozinha mineira estão todos lá: o fogão à lenha, os armários abertos, típicos de armazém de interior, o tijolo rústico, as frutas, legumes e demais ingredientes à mostra. A proposta, entretanto, faz toda a diferença: mesmo sem abrir mão do rústico, é tudo mais limpo, quase minimalista. Há ainda um aconchego capaz de aguçar a memória afetiva de quem, algum dia, visitou uma fazenda ou mesmo uma cidadezinha do interior de Minas. O olhar renovado traz à tona um clima contemporâneo para um ambiente historicamente de grande relevância da cultura mineira: a cozinha.

Nessa releitura, uma ilha central em T abriga o fogão à lenha, a cuba e a mesa, tudo em um mesmo volume. O familiar vermelhão do cimento queimado desse tipo de cozinha reaparece em um tom um pouco mais fechado e está no epóxi revestido em resina em toda essa estrutura.

Em linhas bem simples, feito em pinus, o armário segue a mesma filosofia em sua praticidade: abriga fruteira em pedra sabão misturando os legumes às frutas, pratos e copos e também as panelas e tudo o mais que for importante ter fácil, ao alcance das mãos. Essa mistura que o transforma em objeto de mil e uma utilidades sugestiona e também homenageia os antigos armazéns onde armários semelhantes deixavam à mostra de tudo um pouco.

A iluminação foi toda embutida e a circulação, revestida em ladrilho hidráulico branco reforçam o aspecto clean do ambiente que conta também com uma jaboticabeira, tão comum em quintais mineiros e que, aqui, reaparece plantada em vaso. As obras de arte escolhidas para o projeto são interferências sutis que reforçam o sotaque do estado, porém em contexto contemporâneo, como é o caso dos trabalhos de Mabe Bethônico e Flávia Bertinato presentes do ambiente.

Também faz parte desta proposta mostrar que é possível executar qualquer projeto com o que a Leroy Merlin oferece em suas lojas. Muito além de produtos industrializados, há uma gama de itens artesanais que podem dar uma dose de rusticidade a qualquer ambiente, como é o caso desta cozinha. Com exceção da cadeira e das obras de arte, todo o restante foi construído com o mix de produtos oferecidos Leroy Merlin em suas lojas espalhadas em oferece.

Para Felipe Soares, que participa da mostra pela quarta vez, esta edição tem tudo para superar o sucesso dos anteriores. “Estou muito animado e confiante, pois o local escolhido tem muita história, uma linda área verde e nunca foi aberto a público. Graças a CASACOR, o espaço será aberto, pela primeira vez, para visitação. Tenho certeza que vai ser um sucesso”, diz.

Sobre a relação com a Leroy Merlin, Felipe destaca “Estou impressionado com a variedade e com a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela Leroy Merlin, que não pára de crescer”.

O Diretor de Marketing da Leroy Merlin, Paulo Felippe José, ressalta que a parceria com a CASACOR Minas possibilitou apresentar todos os produtos e soluções que a marca oferece, mantendo valores e características consideradas marcantes no estado.

“Estamos presentes em Minas desde a chegada da marca ao Brasil, há 21 anos. Fomos ampliando nossa atuação e percebendo o mercado mineiro é um dos mais amplos e significativos do país em função dessa proximidade que o público daqui tem com todo esse universo que envolve a arquitetura, o design, o artesanato, e claro, a gastronomia”, afirma.

A CASACOR Minas 2019 conta com 60 ambientes, assinados por 94 profissionais das áreas de arquitetura, design de interiores e paisagismo. Esta é a 15ª edição da mostra realizada em um prédio histórico tombado, contribuindo para a geração de visibilidade e de investimentos para a manutenção do nosso patrimônio.

A mostra foi responsável por revelar construções importantes para a cidade como o prédio que hoje abriga o Arquivo Público, Museu Mineiro, Casa do Conde, entre vários outros, incluindo o casarão da Rede Ferroviária Federal, que abrigou as edições 2017 e 2018 e está passando por um grande processo de restauro, capitaneado pela Multicult, empresa realizadora da mostra.