A Padaria Boníssima oferece 10 tipos de cestas - Foto: Alisson J. Silva

Em cestas de vime, caixas de papelão ou mesmo embalagens de plástico, as cestas de Natal circulam por toda a cidade poucos dias antes do Natal. O presente, que normalmente é um agrado das empresas aos seus colaboradores, fornecedores e clientes, é também oportunidade para empresários do setor de alimentação e de presentes. Empresas de cestas básicas, lojas de bebidas, floriculturas e até padarias aproveitam a época para oferecer diferentes tipos de cestas natalinas e garantirem um incremento no faturamento no último mês do ano.

Com sede em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Top Cestas é uma das empresas com mais tradição no segmento na Grande BH. Entre os clientes dela estão grandes empresas do setor automobilístico, construção civil e mineração em Minas Gerais e também em outros estados. O gestor Ricardo Montandon explica que, embora a cesta de Natal seja entregue apenas em dezembro, o produto está disponível durante todo o ano e chega a representar 12% do faturamento anual.

“A gente fala sobre cesta de Natal durante os 12 meses do ano. Em junho, começamos a pensar no tema, desenvolver produtos e idealizar modelos. Em outubro e novembro, nós fabricamos para vender em dezembro. O recebimento do pagamento permanece no início do próximo ano e quando vemos já está na hora de planejar a cesta do fim do ano novamente”, comenta.

O gestor explica que o carro-chefe da empresa são as cestas básicas. Mas ele destaca que, como as cestas de Natal levam produtos mais sofisticados, elas têm uma margem de lucro maior e, por isso, têm tanta representatividade no faturamento de dezembro. “A cesta básica só tem produtos que são commodity, enquanto que a de Natal tem produtos diferenciados. Isso faz com que a soma de venda de cestas natalinas seja muito importante para nós”, afirma.

Segundo ele, a Top Cestas oferece 17 tipos de cestas de Natal, que custam de R$ 29,90 a R$ 1.330,90. Além disso, o cliente pode customizar sua própria cesta e, para isso, a empresa coloca seu showroom à disposição para a escolha e prova dos produtos. Embora a Top Cestas venda também para pessoas físicas, o principal cliente é mesmo a empresa que deseja presentear seus colaboradores.

“A cesta de Natal é um presente que faz muito sentido para o empregado. Ela realmente ajuda na ceia do dia 25 e ainda agrada toda a família, desde a criança que vai comer um chocolate, passando pelos adultos que vão aproveitar da bebida, até quem está na cozinha e precisa de algum ingrediente”, afirma. De acordo com Montandon, a expectativa da Top Cestas é vender 100 mil cestas de Natal este ano, o que significa um crescimento de 10% em relação ao ano passado. Ele acredita que o crescimento só não foi maior porque as empresas ainda se recuperam da crise econômica.

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Supermercados e padarias apostam na data

Última hora – Do mesmo segmento de cestas básicas, a Aliança Distribuidora de Alimentos, localizada no centro da Capital, também aposta nas cestas de Natal para garantir o incremento de receita no fim do ano. De acordo com o gerente, Eloísio Neto, ainda é cedo para avaliar o desempenho das vendas este ano, mas ele acredita que os resultados serão parecidos com o do ano passado. Ele explica que as reservas começam por volta de novembro, mas muita gente deixa para última hora e fecha as compras na semana do Natal.

“Nossa venda deve permanecer estável em relação ao ano passado porque, diferentemente de outras empresas que apostam na venda para outros estados, nós nos concentramos no local. Minha venda é de balcão, pois a logística de entrega no fim de ano é muito custosa para nós”, explica. De acordo com ele, a Aliança Distribuidora de Alimentos tem 15 modelos de cestas que custam entre R$ 60 e R$ 600. Entre os principais clientes da distribuidora estão as empresas e também pessoas físicas que desejam presentear funcionários como porteiros, diaristas e babás.

Padaria – Na Padaria Boníssima, localizada no bairro Gutierrez, na região Oeste da Capital, as cestas de Natal já se tornaram uma tradição, conforme explica o gerente-geral, Luiz Carlos Barbosa. “Os produtos natalinos são sempre muito decorados e ligados ao universo dos doces. Como somos uma padaria e delicatessen já temos expertise nesse tipo de produto e pensamos: por que não investir na cesta de Natal?”, destaca. De acordo com o gerente, as cestas de Natal geram um incremento de até 30% no faturamento de dezembro do negócio.

A padaria oferece 10 tipos de cestas, que custam entre R$ 360 a R$ 6.590. A mais cara leva bebidas alcoólicas de qualidade superior, como whisky escocês, vinho italiano, licor australiano e vodka francesa. O gerente lembra que a padaria também oferece os kits natalinos, que são opções mais em conta. Ao todo são três tipos de kits, que custam de R$ 89 a R$ 139 e vão em caixas de papelão. A expectativa de Barbosa é de que as vendas das cestas, este ano, cresçam 30% em relação ao ano passado. “Estamos sentindo as pessoas mais otimistas”, justifica.