A rede mineira Park Idiomas investe em retrofit para surfar junto aos millenials - Crédito: Divulgação

Para quem precisa de um segundo idioma, seja para âmbito profissional ou pessoal, a escolha da escola pode ser uma dificuldade e tanto. Todas são mais do mesmo: muitas promessas e poucos resultados.

É neste cenário de total descrédito que a Park Idiomas tem crescido e provado que o elevado índice de satisfação dos alunos deve-se a uma análise inteligente de mercado e coragem para se reinventar quando necessário.

Criada em 1996, na cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a Park Idiomas já nasceu com o propósito de fazer diferente.

Após retornar de um intercâmbio nos EUA, onde estudou Business &Economics, e começar a dar aulas, Eduardo Pacheco percebeu que o método padrão das escolas de idiomas tradicionais estava bem longe de cumprir o que prometia. Incomodado com os baixos resultados e a frustração dos alunos, convidou o cunhado, Paulo Arruda, para estruturar um novo negócio.

O objetivo era trazer o aluno para o máximo de realidade possível, falando o que agrada, de maneira prazerosa e eficiente.

O sucesso dos 20 primeiros anos começou a esbarrar em um novo incômodo: como comunicar melhor o que se faz tão bem e de forma tão exclusiva? Como falar com os jovens, que agora são tão diferentes de outrora? Era hora da releitura.

As cores azul e vermelha, das bandeiras dos EUA e Inglaterra, deram vez ao colorido. As carteiras convencionais foram substituídas por poltronas confortáveis e as paredes de tijolos cederam lugar ao vidro; a parede que restou, ganhou vida com imagens fotográficas e ilustrações que remetem a sonhos e viagens, de forma a inspirar o aprendizado. Guiado por um material digital e acessado via aplicativos móveis, atualizado automaticamente quando necessário, o professor sentou ao lado dos alunos para um papo dinâmico e eficiente.

Concluído no final de 2016 e baseado em um planejamento moderno e arrojado, o novo conceito arquitetônico multicolor, como o bilinguismo deve ser, conferiu a rede no ano seguinte o prêmio pelo Retail Design Institute Brasil, órgão internacional do design, destacando-a na categoria Comunicação Visual.

O intuito da remodelação era alinhar a linguagem da rede com a proposta pedagógica, dando ainda mais luz a premissa máxima: um ambiente descompressado que favoreça o falar de maneira natural. O objetivo foi deixar de ser um local de ensino para se tornar um ponto de encontro e descontração, onde experiências acontecem e o aprendizado ocorre espontaneamente.

A dificuldade de traduzir para o mercado o que a Park Idiomas é ficou no passado e todos os elementos do novo projeto foram estrategicamente pensados. O ponto de café e lounges multimídias são um aquecimento para as aulas, um ambiente em que o professor recebe os alunos e os acolhe, percebendo possíveis sinais de stress ou desconforto, que podem ser trabalhados antes da aula para que esta a torne mais produtiva.

As paredes e portas de vidro reforçam a sensação de diálogo, expondo os alunos e desenvolvendo neles a autoconfiança, um dos maiores entraves para a educação. É neste cenário, e com um método altamente eficaz, que o aluno adquire a fluência em um segundo idioma com apenas 140 horas.

De Minas para o Brasil No franchising desde o ano 2000, a Park Idiomas está presente em Minas Gerais, Goiás, Paraíba, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, com mais de 70 unidades. A rede faturou R$ 21 milhões em 2018, 40% a mais do que no ano anterior, ritmo que deve se manter para 2019.

Até 2023, os números tendem subir, a começar pela quantidade de unidades, que tem como meta chegar a 300 no Brasil e outras 20 no exterior. De olho no plano de expansão, a Park Idiomas está investindo em liderança comercial centralizada, atualização do produto para 100% digital através do uso de app e, mais recentemente, com o lançamento de um novo modelo de negócio.

Este ano a rede lançou o lounge, que tem valor mais acessível, a partir de R$ 75 mil. Em formato quiosque, o novo modelo deve ser instalado nos corredores de shoppings center e centros comerciais.

Os diferenciais com os demais modelos ficam por conta da metragem: 22m², frente aos 110m² ou 150m²; e os investimentos iniciais, entre R$ 100 mil a 150 mil. Com a nova linguagem visual concluída em 2016, que deu gás a expansão, 18 unidades foram inauguradas apenas ano passado. Com um método aprovado por 98% dos alunos, esse ano a Park Idiomas conquistou pela 7ª vez o Selo de Excelência em Franchising, da Associação Brasileira de Franchising (ABF). (Da Redação)