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17/10/2017

SAMARCO: obras de contenção dos rejeitos

Entrevista | Eduardo Moreira, coordenador de construção
Após investir R$ 600 milhões no Complexo de Germano, em Mariana, na região Central de Minas Gerais, a Mineradora Samarco consegue, enfim, entregar novamente uma água com índice de turbidez baixo ao rio Gualaxo, porta de entrada para a bacia do rio Doce, que recebeu 32 milhões de metros cúbicos de rejeitos com o rompimento da barragem de Fundão, em 2015. Com o investimento, a empresa reforçou as estruturas do complexo e implantou um sistema de contenção de rejeitos, que permitem que a água chegue ao rio com índices inferiores a 10 NTUs.

De acordo com o coordenador de construções da Samarco, Eduardo Moreira, o índice de turbidez está bem abaixo do limite estabelecido pela resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que é de 100 NTUs.

“Desde o primeiro momento, a Samarco se mobilizou para garantir a segurança e reforçar as estruturas existentes, como os diques de Sela, Selinha e Tulipa, que integram a barragem de Germano. Os trabalhos de recuperação e contenção tiveram início logo após o rompimento e foram concluídos em janeiro deste ano”, explicou.

De maneira complementar, conforme o coordenador, foi construído um sistema de contenção de rejeitos remanescentes de Fundão, formado pelos diques S1, S2, S3 e S4, além da barragem de Nova Santarém.

“O S4 foi a última etapa das intervenções. Depois de concluídas, tivemos um novo alteamento na barragem Santarém, em julho, mas que veio apenas para complementar. A recuperação em si já havia sido finalizada”, disse.

Ao todo, o sistema tem capacidade para reter 9 milhões de metros cúbicos, dos quais 7 milhões de metros cúbicos somente em Nova Santarém, que é a principal estrutura do complexo. Além disso, há capacidade para conter 1 milhão de metros cúbicos no dique S3 e outro 1 milhão no dique S4.

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Segurança - Ainda conforme Moreira, todo o processo foi dividido em três fases. A primeira delas, concluída no início de 2016, visava restabelecer a segurança da estrutura. A segunda etapa objetivou o restabelecimento da drenagem, enquanto a terceira foi marcada pelo reforço dos diques de Sela e Tulipa. Tudo foi concluído em novembro de 2016.

“A Samarco não mediu esforços e não limitou recursos. Buscou tecnologias em outros países e até em outras áreas da engenharia, como forma de solucionar parte do problema e estancar o alastramento dos rejeitos”, ressaltou.

Assim, as obras do sistema de contenção mobilizaram 3.500 pessoas no pico dos trabalhos. Durante a construção, foi colocado 1,12 milhão de toneladas de blocos, movimentados 600 mil metros cúbicos de aterro em solo compactado e retiradas 2,5 milhões de toneladas de material para a limpeza das fundações.

Todas essas estruturas são monitoradas 24 horas por dia pelo Centro de Monitoramento e Inspeção (CMI) da Samarco, cuja implantação demandou aporte de outros R$ 45 milhões.

De acordo com o membro do CMI Flávio Thimoteo, o monitoramento é um dos legados positivos do rompimento da barragem de Fundão. Segundo ele, 15 dias após a tragédia, a companhia já montou a estrutura e colocou o centro para funcionar.

Atualmente, 400 equipamentos, ao todo, integram o sistema, desde máquinas convencionais já utilizadas em barragens, até tecnologias novas incorporadas com o ocorrido.

“É preciso lembrar que barragem é uma instalação dinâmica. E, se é dinâmica, precisa de acompanhamento”, alertou. Hoje, 14 pessoas atuam no monitoramento e 16 na inspeção visual do complexo. “São câmeras, radares e muitos instrumentos que permitem medir a vazão da água e qualquer movimento no solo”, completou.
12/12/2017

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