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09/05/2017

Teaser de apresentação do Movimento Minas 2032

No momento em que o País atravessa a mais profunda crise moral e ética da sua história, e a sociedade experimenta uma espécie de “desatino coletivo” ao ler tantas notícias sobre as injustiças impostas por uma administração que comete erros demais, começa a se articular em Minas Gerais um movimento de diferentes esferas em prol de um desenvolvimento sustentável.

Idealizado e organizado pelo jornal DIÁRIO DO COMÉRCIO, em parceria com a Multiverse e o Instituto Orior, o “Movimento Minas 2032” será lançado em outubro, mas seus objetivos e sua relevância já estão sendo discutidos. Já foi tema da primeira edição do “Diálogos DC” de 2017, realizado no dia 25 de abril, no Memorial Minas Gerais Vale, na Praça da Liberdade, região Centro-Sul da Capital.

O Diálogos DC acontece desde maio de 2016 e se propõe a resgatar assuntos de relevância para o Estado e debatê-los com as diferentes esferas da sociedade à luz dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), instituídos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015. A iniciativa faz parte de um movimento ainda maior que vem sendo protagonizado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO e que, agora, começa a ser apresentado à sociedade como Movimento Minas 2032. Esse movimento pretende realizar uma série de reflexões e promover ações concretas para garantir um futuro mais sustentável para a sociedade.

Na primeira edição do Diálogos DC de 2017, representantes de diferentes segmentos foram convidados a assistir a uma pequena apresentação do Movimento e, em seguida, participar de um debate sobre essa importante proposta. Os convidados foram o presidente da Cemig Telecom, Aloísio Vasconcelos; o gerente de Inovação da Fapemig, Heber Pereira Neves; o professor da Fundação João Pinheiro (FJP), José Osvaldo Lasmar, o presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello; o diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral (FDC), Ricardo Siqueira Campos; e a diretora de Fomento à Indústria Criativa da Codemig, Fernanda Machado. A intermediação do debate ficou por conta do diretor do Instituto Orior, Raimundo Soares.

Inspiração - Na abertura do evento, o diretor-presidente do Diário do Comércio, Luiz Carlos Costa, lembrou que o Movimento segue a inspiração do fundador do jornal, José Costa, que dizia se preocupar só com o futuro. “Convido vocês a entrarem nesse Movimento: vamos repensar a nossa atuação como mídia; como gestores de informação; como responsáveis por produzir e disseminar conteúdo; construir conhecimento; formar opiniões e, principalmente, atuar no âmbito do desenvolvimento socioeconômico, político, cultural e ambiental do nosso Estado e da nossa nação”, disse.

Raimundo Soares, que apresentou o Movimento para a plateia, usou uma “figura de linguagem” para deixar mais claro do que se trata o Minas 2032. Ele explicou que o mundo é composto por sujeitos TI, ou seja, com Taxa de Indignação. Essas pessoas se indignam com a notícia do jornal, mas logo se esquecem quando começa a novela. Mas há também os sujeitos TIA, que têm Taxa de Indignação Ativa, aqueles que se mobilizam e vão protestar nas ruas. Mas, segundo Soares, a transformação só acontece com sujeitos TIAO, que têm Taxa de Indignação Ativa e Organizada e que se mobilizam de forma inteligente.

“Feita essa explicação, o que posso dizer é: sejam bem-vindos ao TIAO. O Movimento será esse espaço para a sociedade se encontrar, acompanhar o quanto ela está adequada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e fazer a mudança que nós queremos”, disse.

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Importância do movimento - “Não podemos perder esse espaço”. A frase, usada há alguns anos pelo fundador do Diário do Comércio, José Costa, em referência ao antigo Conselho de Desenvolvimento Econômico-Social de Minas Gerais, foi resgatada pelo professor da FJP, José Osvaldo Lasmar, ao falar sobre o Minas 2032. O professor disse que ouviu esse alerta do próprio José Costa, quando ele se preparava para tomar posse do Conselho.

“Eu desci para ajudá-lo a compor a mesa e ele me disse baixinho: ‘Nós não podemos perder esse conselho’. José Costa se referia a uma espécie de condenação que parecemos ter por aqui: nós criamos espaços de articulação, mas nós os perdemos. Essa iniciativa do Movimento Minas 2032 é mais uma tentativa de articulação, eu aposto nela e digo que não podemos perdê-la”, frisou.

O presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, destacou que o movimento propõe o exercício da cidadania e da democracia. Para ele, todas as crises que se instalaram no País fizeram a população perder a noção do longo prazo, restando apenas a comemoração de cada dia. “Esse Estado onde acaba a riqueza do Sul e começa a pobreza do Norte, esse Estado que é maior que a França, precisa ter seu futuro discutido. Esse Movimento vai acordar Minas Gerais para o longo prazo”, disse.

Para o presidente da Cemig Telecom, Aloísio Vasconcelos, o Movimento Minas 2032 poderá funcionar como uma lanterna para o futuro em Minas Gerais. E entre os principais temas que vão nortear essa “agenda do amanhã”, ele destacou a pesquisa e a sustentabilidade. “Não é possível desenvolvimento tecnológico e social sem pesquisa. Precisamos cobrar dos parlamentares e exigir um orçamento maior para essa atividade no Estado”, disse.

O presidente destacou que o tema sustentabilidade é urgente e que ninguém aguenta mais viver em um planeta onde o meio ambiente é destruído. Mas ele ressaltou que é preciso acabar com os radicalismos: não se pode acabar com os recursos naturais, mas também não há desenvolvimento com tantos “nãos” impostos pelos defensores do meio ambiente. “Pode-se aprovar mais obras com condicionantes e custos, por exemplo”, completou.

Fernanda Machado, por sua vez, chamou a atenção para a necessidade de integração dos municípios do interior do Estado. Ela citou o projeto da Codemig, Voe Minas Gerais, que tem o objetivo de promover o desenvolvimento econômico regionalizado por meio da ligação aérea entre cidades do interior e a Capital. “Temos um Estado rico, plural, diversificado economicamente, mas que precisa se encontrar dentro dos seus 22 milhões de mineiros em seus 853 municípios”, alertou.

Heber Neves garantiu que a Fapemig estará em sinergia com o Minas 2032 e destacou que a entidade tem muito com o que contribuir. Entre as iniciativas desenvolvidas pela instituição, ele citou três que podem servir de inspiração para o Movimento e ainda serem ampliadas. Uma delas é o projeto Nova Mineração, que uniu mais de 40 instituições para discutir esse importante segmento para o Estado.

Além disso, a Fapemig tem investido no segmento de Internet das Coisas (IoT) e de aviação. “A IoT é um assunto novo, então não estamos atrasados em relação aos demais países e temos competência para surfar nessa onda. O setor de aviação, da mesma forma: temos aqui o único centro de tecnologia da Embraer fora de São Paulo e vamos lançar, em breve, linhas de pesquisa na área de aeronáutica”, disse.

Ricardo Campos fechou a primeira rodada de debate, destacando a importância de se formar líderes responsáveis para que todas essas mudanças desejadas aconteçam. Ele chamou a atenção para a diminuição da participação dos mineiros no total de alunos formados pela FDC. “Minas Gerais já representou quase um quarto dos negócios da Fundação e hoje representa menos de 15%. Tem uma explicação para isso que é o crescimento da Fundação fora de Minas Gerais, mas também houve uma redução considerável em investimento em educação executiva no Estado”, alertou.

Inovação - Diante do debate que já indicava as primeiras propostas que vão pautar a agenda de discussões do Movimento, uma sugestão surgiu da plateia. O diretor da Cooperativa Cultura, Ricardo Santos, destacou a necessidade de trazer mais gente ao debate, principalmente representantes da nova geração que viverão esse futuro. Além disso, ele questionou o preparo das instituições que representam a sociedade para um mundo completamente novo que está surgindo junto com a revolução tecnológica.

“Sou pai de um menino de três anos e uma menina de cinco anos. E isso que a gente está trabalhando agora eles é que vão viver. Como trazer para esse movimento quem vai viver esse futuro? Será que as instituições de fomento, formação e gestão estão preparadas para essa nova dinâmica econômica, social e política que está vindo aí?”, perguntou.

Vasconcelos concordou com Santos e lembrou que a “internet mudou o mundo” e, por isso, o exercício de pensar quais são os problemas da sociedade e as soluções para um desenvolvimento sustentável precisam considerar esse novo contexto. Ele citou um levantamento realizado há cinco anos sobre as necessidades da juventude de Belo Horizonte. Na época, as principais áreas foram saúde, mobilidade, educação, segurança e internet, nessa ordem de importância. De acordo com Vasconcelos o mesmo estudo foi repetido recentemente e a posição das necessidades mudou completamente. A ordem agora é: internet, segurança, saúde, educação e mobilidade.

“O que isso mostra? Que precisamos inovar em tudo. Não podemos ficar para trás no tempo, não podemos esperar acontecer, mas fazer a hora e caminhar com essa juventude. Porque em três anos vem uma coisa chamada internet alfa que nós nem sabemos o que é direito, mas vem. O que não podemos fazer é ficar sem inovação, ver o bonde passar e ficar comendo poeira”, frisou.

Fernanda Machado chamou a atenção para a necessidade de uma renovação de mente, que começa dentro de casa. Ela disse que foi criada em uma cultura em que o sucesso só é possível por meio de muitos diplomas e uma aprovação em concurso público, mas hoje tenta criar o filho de outra forma. “Digo ao meu filho que ele poder ser o que quiser, mas tem que ser sério e buscar a educação. Mas, nesse contexto, a escola também tem que mudar. O jovem tem que gostar mais da escola e a escola tem que falar mais a linguagem do jovem. Temos que encarar que o mundo está diferente e viver a mudança de plataformas de ensino sem preconceito”, disse.
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