Trazer clientes para Belo Horizonte e fortalecer o comércio da pronta-entrega de moda, promover vendas entre atacado e varejo, além de preencher um gap de mercado, são os objetivos da décima edição do BH à Porter, realização da Coopermoda-BH, que acontece até 27 de setembro.

O evento chega para aquecer as vendas das coleções verão/20 e conta com a adesão de um número recorde de participantes. São 83 marcas, 68 consultores de moda e cerca de 170 compradores de todo o Brasil que chegam à capital mineira para fazer negócios no segmento da pronta-entrega.

Ivete Dantas, que assumiu recentemente a presidência da Cooperativa, comemora o resultado, já que esta foi uma das maiores adesões desde que o evento começou a ser realizado.

Ela explica que, apesar das dificuldades que a moda enfrenta, o setor entendeu que ele não poderia ficar fora da agenda comercial, levando em conta que esta é uma época em que as vendas sempre caem, na entressafra entre o verão e o Minas Trend, quando os lançamentos de pedidos para o inverno/21 se iniciam.

A dinâmica do BH à Porter consiste em uma grande ação entre as marcas da região do Prado e redondezas, os consultores de moda – que azeitam o mercado levando os clientes para comprar nos showrooms – , e outras associações ligadas ao movimento fashion. O propósito é bancar a vinda dos lojistas à cidade com oferta de passagens aéreas e hospedagem de dois dias para cada convidado, durante os dez dias do circuito fashion.

Ivete explica que os clientes são indicados pelas partes envolvidas no evento e, do cruzamento de dados, nasce um mailing assertivo, com a preocupação de valorizar os sempre presentes, resgatar os ausentes e captar novos nomes. “Felizmente verificamos, ao fazer a seleção, que tivemos poucos problemas com inadimplências, o que nos surpreendeu e nos deixou felizes, pois isto significa que o lojista está comprando e vendendo bem”, garante.

Algumas novidades foram incluídas nessa edição: além dos três dias que foram acrescentados à tradicional semana, a organização viabilizou a vinda dos compradores de acordo com a segmentação dos produtos das lojas, da “modinha” à moda festa, passando pelo casual ou jeanswear.

Os grupos foram formados com a intenção de direcionar e melhorar as vendas. Outra novidade é a presença das blogueiras da plataforma do Ser Digital, que estão percorrendo os showrooms, vestindo peças das grife. As imagens são endereçadas para a divulgação das labels nas mídias sociais.

Confiança – Um salão de negócios formado por 13 marcas integrantes do circuito foi montado no hotel Hilton, no bairro Cidade Jardim, onde os empresários estão hospedados, com uma pequena exposição de looks das coleções verão/20.

O kit de boas vindas inclui uma ecobag personalizada, catálogo com fotos e informações de todas as grifes participantes, uma cesta de doces “mineiros” e um lenço estampado com o logo do BH à Porter. O ambiente recebeu ainda um espaço “instagramável”, destinado às fotos para redes sociais.

“Estamos confiantes no sucesso do evento, porque a data é excelente”, informa a presidente Ivete Dantas, que não poupou esforços para a realização do mesmo. “Quase que o BH à Porter não aconteceu este semestre, mas arregacei as mangas, conversei com cada empresário, e, no final, tivemos participação recorde, 20 marcas a mais”, ela explica.

Segundo a consultora, um dos principais entraves para a realização de negócios no setor é a escassez de voos diretos para Belo Horizonte e o preço das passagens. “Uma das nossas preocupações foi pesquisar cidades com aeroportos para conseguir esses voos. Acredito que, apesar das ferramentas tecnológicas, como whatsapp e instagram, o empresário tem que vir à Belo Horizonte pelo menos uma vez durante a coleção. A presença física continua sendo importante”, observa.

Para ela, a fidelização é importante para que Minas Gerais não perca vendas para outros estados. “Temos uma roupa diferenciada em qualidade e beleza, com oferta de vários estilos e isto tem que ser valorizado”, frisa.