Entre os produtos que devem ter maior procura estão os calçados, em 2º lugar na pesquisa - Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

O Dia dos Pais deve impulsionar as vendas do comércio em Belo Horizonte neste ano. É o que espera a maioria dos empresários da Capital, segundo pesquisa divulgada ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). Com perspectivas de aumento de vendas na opinião de 57,9% dos entrevistados, o levantamento prevê um crescimento de 1,33% do varejo no mês de agosto, com injeção de R$ 1,82 bilhão na economia da Capital no mesmo período.

O resultado de 2019 é 13,8 pontos percentuais maior do que o do ano anterior, quando 44,1% dos lojistas esperavam melhora nas vendas. Para este ano, 30,2% dos entrevistados esperam vendas iguais às de 2018, enquanto 11,9% acreditam em um resultado pior.

Na avaliação do presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, a expectativa positiva para a data comemorativa reflete uma melhora gradual de indicadores macroeconômicos, além de sinais pontuais como a possibilidade de liberação de recursos do FGTS. A perspectiva da aprovação da reforma da Previdência e as políticas econômicas de curto prazo também contribuíram para o otimismo dos varejistas, segundo ele.

“A mudança de governo estadual e federal criou um ambiente de negócios que contribui para elevar a expectativa dos empresários. Belo Horizonte tem demonstrado uma queda na taxa de desemprego, e a pesquisa pegou o anúncio da possibilidade da liberação do FGTS, que aquece um pouco a economia”, afirma Silva.

Os entrevistados apontaram que os produtos mais procurados para presentear os pais neste ano devem ser as roupas (28%), os calçados (15,9%) e os perfumes e hidratantes (13,6%). Sobre a quantidade de presentes, 75,8% dos empresários acreditam que os consumidores devem adquirir apenas um item.

Os consumidores devem investir menos no presente do Dia dos Pais, de acordo com a expectativa dos empresários da Capital. Segundo o levantamento da CDL-BH, a projeção é de que o tíquete médio das compras dos belo-horizontinos seja de R$ 106,79, valor 12% mais baixo do que os R$ 121,63 previstos para 2018.

Apesar de o tíquete médio ultrapassar os R$ 100, 38,4% dos entrevistados esperam que os consumidores adquiram itens de até R$ 50, enquanto 29% acreditam que o valor será de R$ 50,01 a R$ 100. Para os lojistas, quem for presentear com acessórios como carteiras, cintos, relógios e óculos vai desembolsar o maior valor (R$ 162). Já o gasto com material esportivo deve girar em torno de R$ 151,67 e com calçados em R$ 128,57.

O presidente da CDL-BH explica que a diminuição do tíquete médio aponta que os empresários ainda sentem os reflexos do parcelamento dos salários do funcionalismo público em Minas Gerais.

“Mesmo com uma melhora e o esforço do governo, Belo Horizonte tem muitos funcionários públicos, e esse parcelamento ainda gera uma expectativa um pouco menor para os valores que serão investidos nos presentes”, avalia.

Cautela – O pagamento à vista deve ser a principal opção de pagamento para o presente do Dia dos Pais na avaliação de 59,3% dos empresários. A pesquisa da CDL-BH mostra que as alternativas serão à vista no cartão de crédito (27,5%), cartão de débito (26,5%), dinheiro (4,5%) e à vista no cartão da própria loja (0,8%).

As demais formas de pagamento citadas pelos entrevistados foram parcelado no cartão de crédito (38,4%), parcelado no carnê/crediário (1,8%) e parcelado no cartão da própria loja (1%).

Para o presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, o resultado revela que, devido aos altos índices de endividamento, os consumidores têm procurado não aumentar as dívidas e optado pelo pagamento à vista.

“Essa já é uma realidade para este ano e uma expectativa boa do comerciante, que espelha essa realidade dos consumidores de não acumular dívidas. Então, eles devem comprar presentes com um valor menor e pagar à vista”, esclarece.