Rozália Del Gáudio, trabalho está alinhado com a matriz - Crédito: Fernando Ctenas

Empresas de diferentes setores vêm se mobilizando não só para fomentar a capacitação da sua mão de obra e, assim, conquistar colaboradores muito mais preparados e engajados, como também – ou principalmente – para ajudar a formar uma sociedade mais bem informada, educada e consciente, independentemente dela portar um crachá ou não.

Para celebrar o Dia Internacional da Juventude, comemorado em 12 de agosto, o McDonald’s realizou evento em São Paulo, no qual discutiu o papel e a importância dos jovens na transformação da sociedade. Na ocasião, foi lançado um projeto, em formato de desafio, em que a rede vai ouvir ideias de funcionários de todo o Brasil para impactar as comunidades onde trabalham por meio da educação. As melhores ideias serão premiadas, incluindo um curso exclusivo na Hamburger University (HU), Universidade Corporativa do McDonald’s.

Em artigo, o presidente da Divisão Brasil da Arcos Dorados – maior franquia independente do McDonald’s no mundo -, Paulo Camargo, afirmou o anseio da empresa: “A partir de dados (diários) fazer uma autoanálise e entender se o nosso sucesso está sendo sustentado, acima de tudo, no propósito de usarmos a escala da nossa marca para o bem.

Isso significa usar o nosso tamanho, a nossa liderança e influência para gerar ações com impacto positivo para a empresa e para a sociedade. O que traz um desafio diário de se olhar no espelho, a cada manhã, e se perguntar o quanto esse propósito individual e de marca está sendo entregue.

Com a estratégia “Receita do Futuro”, a empresa se alinha com a iniciativa global do McDonald´s, batizada Escala para o Bem. Organizada a partir de cinco eixos como Nutrição Infantil, Carne Sustentável, Embalagem e Reciclagem, Mudança Climática, e Oportunidades e Formação para o Emprego Jovem, esta iniciativa reforça a estratégia para aproveitar a escala a fim de gerar impacto positivo nas comunidades e no planeta.

Segundo a diretora de Comunicação Corporativa do McDonalds Brasil, Rozália Del Gáudio, o trabalho realizado no Brasil está alinhado com a matriz já que a empresa é uma das signatárias dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), lançados pela ONU em 2015.

“Ao assumir esse compromisso criamos essas duas grandes frentes. Somos reconhecidos como principais geradores de primeiro emprego no Brasil e sabemos que a nossa responsabilidade não é só gerar a primeira oportunidade, mas também formar essas pessoas. Alguns vão fazer carreira, outros ficar algum tempo. Mas não é isso que importa. A maioria dos nossos gerentes começou como atendentes. Isso acontece porque temos uma estrutura de apoio. São gastos cerca de R$ 40 milhões por ano em formação e treinamento”, explica Rozália Del Gáudio.

Tradicionalmente, por meio do Instituto Ronald McDonald, a empresa apoia ações voltadas para o campo da saúde. Desde o ano passado, também apoia o Instituto Ayrton Senna que atua na causa da educação. Para a executiva, mais importante que ter bons profissionais é ter bons cidadãos. E criar pessoas que têm acesso aos seus direitos e consciência do deveres é uma responsabilidade de todos, inclusive das empresas.

“Só vamos evoluir como sociedade quando estivermos verdadeiramente preocupados com o desenvolvimento dos seres humanos. Como empresa, nos orgulhamos do primeiro emprego porque tudo na vida passa pela oportunidade. Mas não basta oferecer trabalho, temos que formar, entender as dificuldades das pessoas. Operando num ambiente desafiador, e temos condições de contribuir para formar bons cidadãos. As empresas têm uma contribuição a dar para resolver as questões sociais. Para ter negócios vencedores é preciso uma sociedade vencedora”, avalia a diretora de Comunicação Corporativa do McDonalds Brasil.

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