Mori Energia vai investir R$ 530 milhões em 32 usinas e poderá fazer um aporte adicional de R$ 200 milhões na instalação de mais dez empreendimentos - Crédito: Divulgação

A Mori Energia, empresa especializada em investir e operar ativos ligados à energia renovável de geração distribuída, e o governo de Minas Gerais assinam hoje protocolo de intenções para instalação de 32 usinas solares no Estado, mediante aportes de R$ 530 milhões. Tamanho o potencial do setor que a empresa já estima a criação de outros dez empreendimentos do tipo para o ano que vem, investindo mais R$ 200 milhões.

As informações são do diretor-presidente da Mori, Bruno Shiraga. Segundo ele, os empreendimentos serão instalados em 17 cidades mineiras, entre elas Bocaiúva, Bonfinópolis, Corinto, Janaúba, Manga, Paracatu, Pirapora e Porteirinha. A proposta, que já está em andamento, vai gerar 4 mil empregos, entre diretos e indiretos.

“Estamos trabalhando para entregar as 32 usinas até o fim do ano. Uma já está em operação, no município de Janaúba, e outras duas começarão a operar no mês que vem (Corinto e Manga). Juntos, os equipamentos terão potência instalada de 150 megawatts (MW) e vão gerar 340 Gigawatts/hora-ano de energia limpa e renovável”, revelou.

Em uma proposta agressiva de assumir a liderança do mercado produção de energia solar fotovoltaica, a empresa já aprovou a instalação de mais dez usinas no Estado no primeiro semestre do ano que vem.

Os aportes estão sendo feitos apenas com capital próprio da empresa e algumas unidades possuem parceria de distribuição com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A planta instalada em Janaúba é uma delas.

“O consumidor-alvo da Mori, que inicialmente é a categoria comercial – empresas e indústrias com consumo acima de 500 kWh na área de concessão da Cemig –, pode ter até 18% de economia com energia elétrica. Mas trabalhamos com diferentes categorias de consumo e prazo de permanência”, explicou.

Já a escolha por Minas Gerais, conforme o executivo, se deu por uma série de fatores, entre os quais está a disponibilidade de áreas com elevada irradiação solar e os incentivos do governo do Estado para impulsionar a tecnologia, a partir da Lei 21.713, de 2017, que estimula a produção e a comercialização deste tipo de energia em terras mineiras a estabelecimentos com atividade de geração, transmissão ou comercialização de energia solar.

A norma estabelece o prazo de 20 anos para a concessão de créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) relativos à aquisição de energia solar produzida no Estado.

Tendência – Shiraga ressaltou que o crescimento da geração de energia solar é uma tendência mundial, com destaque para China, EUA, Japão e Alemanha – líderes mundiais em potência acumulada e que o Brasil é o país da América Latina que mais cresce no setor.

Para ele, isso demonstra como o País vem apostando nesta fonte de energia renovável, incentivando investimentos e consumo, a partir dos leilões de energia, por exemplo.

Segundo ele, quando comparado a outros países, a potência instalada no Brasil ainda é muito pequena e o potencial de exploração ainda é muito grande. Daí o interesse em investir e explorar o setor, com vistas a assumir a liderança do mercado no Brasil.

“Em 2018 foram incorporados 1,2 GW, totalizando 2,4 GW de capacidade instalada acumulada, ainda muito atrás da líder mundial, a China, que conta com 176,1 GW. Isso só evidencia o tamanho e potencial de crescimento deste mercado.”, concluiu.