Ao todo, 402 famílias serão reassentadas por conta da tragédia em Mariana - CRÉDITO:ALISSON J. SILVA

Passados quase quatro anos do rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues, a mineradora Samarco vai ter que esperar mais um pouco para obter as licenças necessárias para retomada de suas atividades, suspensas em agosto de 2016 pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

É que a análise da licença de operação corretiva, que poderia permitir a volta das operações, foi adiada pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).

Dos 11 conselheiros, cinco pediram vistas, a maioria com a justificativa da complexidade do projeto. Os representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) e do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc) vão analisar o projeto novamente antes do parecer final do Copam.

A votação do licenciamento deve ocorrer na próxima reunião da Câmara de Atividades Minerárias (CMI), no dia 25 de outubro.

Enquanto aguarda o Licenciamento Operacional Corretivo (LOC) do Complexo de Germano, a mineradora realiza uma série de medidas e adequações para retomar as atividades em 2020. Conforme já publicado, pós a obtenção da licença, a empresa poderá iniciar a construção da planta de filtragem dos rejeitos da unidade.