Retomada das operações da mina de Brucutu impulsionou a produção no 3º trimestre - Crédito: Washington Alves/Reuters

A produção de minério de ferro da Vale somou 86,7 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2019. Embora o volume do insumo produzido pela companhia represente aumento de 35% sobre o trimestre anterior, também significa perda de 17% em relação à mesma época de 2018.

Com o resultado, a produção da mineradora diminuiu 21% no acumulado do ano até o mês passado na comparação com o acumulado de janeiro a setembro do exercício anterior. Somente nos complexos localizados em Minas, a retração atingiu 40,5% nos primeiros nove meses de 2019.

Na prévia operacional, a Vale disse que a recuperação trimestral reflete a retomada das operações de Brucutu e o retorno parcial das operações de processamento a seco no Complexo Vargem Grande, anunciados recentemente, e projetou a volta à normalidade em mais capacidade nos próximos anos.

“A Vale espera retomar a produção remanescente de aproximadamente 50 milhões de toneladas até o final de 2021, uma vez que diversos marcos foram alcançados e outros estão em andamento, incluindo a aprovação de testes de gatilho na mina para retomar as operações de processamento a seco e a autorização de testes de gatilho no TFA (Terminal Ferroviário de Andaime), um passo importante para desengargalar a logística do Complexo de Vargem Grande”, consta no documento.

A companhia também citou que em 2020 espera produzir adicionalmente cerca de 30 milhões de toneladas de operações suspensas relacionadas ao rompimento da barragem na Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), no início de 2019.

“Serão 7 milhões de toneladas provenientes do retorno parcial das operações a seco do Complexo de Vargem Grande em 2019 e o restante proveniente das operações de processamento a seco de Fábrica, Timbopeba e outros (projetos). Em 2021, a Vale espera adicionar cerca de 25 milhões de toneladas restantes, provenientes, principalmente, das operações de processamento a úmido de Timbopeba e do Complexo de Vargem Grande”, diz.

O relatório indicou também que as vendas de minério de ferro da Vale no terceiro trimestre chegaram a 74 milhões de toneladas, com alta de 19,5% sobre o trimestre anterior e queda de 11,8% frente a mesma época do ano passado.

Além disso, a companhia reafirmou sua projeção para as vendas de minério de ferro e pelotas, de entre 307 milhões e 332 milhões de toneladas, “com expectativa de vendas próximas ao centro da faixa”.

Produção – Enquanto a produção nacional da Vale somou 86,7 milhões de toneladas no período de julho a setembro deste ano, no acumulado do ano chegou a 223,6 milhões. Nos primeiros nove meses de 2018 o número chegou a 283,6 milhões.

Quando considerado apenas os complexos localizados em Minas Gerais, a produção trimestral foi de 30,5 milhões de toneladas. No trimestre anterior o volume foi de 22 milhões aproximadamente. Já no acumulado do ano a fabricação do insumo no Estado chegou a 83,8 milhões de toneladas contra 141 milhões de toneladas no exercício passado, queda de 40,5% no período.

Em Minas, a Vale opera os sistemas Sudeste e Sul. No Sistema Sudeste, que compreende as minas de Itabira, Minas Centrais e Mariana, a companhia produziu 20,6 milhões de toneladas de toneladas do insumo siderúrgico no terceiro trimestre, baixa de 26% sobre 2018.

Os aumentos ocorreram devido à retomada das operações de Brucutu em junho, e a baixa sobre a mesma época de 2018, principalmente, devido à parada das operações em Alegria e Timbopeba no início do ano. Com isso, o Sistema totalizou 56,1 milhões de toneladas de minério nos nove primeiros meses de 2019.

Já no Sistema Sul, que compreende as minas de Paraopeba e Vargem Grande, a Vale produziu 9,8 milhões de toneladas do insumo siderúrgico entre julho e setembro, 58,8% a menos do que as 22,3 milhões de toneladas produzidas em iguais meses de 2018. O Sistema totalizou 27,7 milhões de toneladas de minério em 2019.

Conforme a Vale, o resultado se deu principalmente ao retorno parcial da produção com processamento a seco no Complexo de Vargem Grande, mas ainda ficando 12,6 milhões de toneladas menor do que no ano passado, em razão da parada das operações em Córrego do Feijão, Fábrica e no Complexo de Vargem Grande.