Confiança é maior entre as grandes indústrias: índice ficou em 60,2 pontos - Crédito: Amanda Oliveira/GOVBA

As incertezas quanto à economia brasileira e mineira continuam fazendo oscilar a confiança dos empresários mineiros no decorrer de 2019.

De acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (Icei-MG), em outubro, o índice chegou a 59,6 pontos, acima da linha dos 50 pontos, mas inferior aos 60,2 pontos registrados em setembro, indicando redução do otimismo por parte dos industriais.

A pesquisa é realizada mensalmente pela da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e avalia o nível de confiança dos empresários sobre as atuais condições e expectativas de negócios.

Segundo a economista da entidade, Daniela Muniz, o resultado interrompe a sequência de três elevações do índice, registrada em julho, agosto e setembro e reflete os cenários nacional e estadual e as incertezas quanto à recuperação da economia.

“O índice acumulou queda de 8,1 pontos de janeiro a junho, depois registrou três melhoras seguidas e agora voltou a recuar em outubro. Porém, vale ressaltar que, o indicador superou em 8,1 pontos a sua média histórica (51,5 pontos), em 8,7 pontos o resultado de outubro de 2018 (50,9 pontos) e foi o mais alto para o mês em nove anos”, explicou.

Ainda conforme Daniela Muniz, contribuíram para essa recuperação o encaminhamento da reforma da previdência e a melhora do cenário macroeconômico, com inflação controlada, juros mais baixos e a retomada, embora lenta, do mercado de trabalho. “Estes fatores contribuíram para que o índice se mantivesse em terreno positivo”, comentou.

O componente de condições atuais apurou a quarta elevação mensal consecutiva e marcou 52,6 pontos neste mês, revelando industriais mais satisfeitos com a situação atual das economias brasileira e mineira. O indicador ficou 0,3 ponto acima do observado em setembro (52,3 pontos) e foi 9,5 pontos superior ao de outubro do ano passado (43,1 pontos).

Já a perda do otimismo no mês foi influenciada pelo componente de expectativas. De acordo com o estudo, após três meses seguidos de aumento, ele caiu 1,1 ponto frente a setembro (64,2 pontos) e registrou 63,1 pontos em outubro. De toda forma, destaca-se que o índice cresceu 8,7 pontos ante outubro de 2018 (54,4 pontos) e foi o melhor para o mês desde 2010 (66,1 pontos).

De maneira detalhada, o levantamento indicou que quanto às condições atuais, o melhor resultado foi observado nas condições da empresa (53,4 pontos) e o pior na economia do Estado (49,8 pontos). Na divisão por porte de empresas, as avaliações de condições atuais foram pessimistas apenas para as de pequeno porte (48,8 pontos).

Em relação ao indicador de expectativas, o melhor índice foi observado quanto à própria empresa (64,2 pontos) e o menor índice foi referente ao Estado: 59,8 pontos. Quando considerado o porte de empresas, as expectativas foram de 59,3 pontos nas de pequeno porte, de 64,2 pontos nas de médio porte e 64,4 nas grandes empresas.

No País, indicador fica estável pelo 3º mês

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) ficou praticamente estável em 59,3 pontos em outubro, pelo terceiro mês consecutivo, informou na sexta-feira (18) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para a entidade, esse resultado mostra que a confiança do empresário industrial segue elevada.

Com a queda de apenas 0,1 ponto frente a setembro, o Icei está 4,7 pontos acima da média histórica e 5,6 pontos superior ao registrado em outubro do ano passado. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes.

O indicador de condições atuais alcançou 52,1 pontos e está, pelo terceiro mês consecutivo, acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa da avaliação favorável para a desfavorável. O indicador de expectativas subiu para 62,8 pontos e está 5 pontos acima do registrado em outubro do ano passado, mostrando que os industriais estão otimistas com o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses.

Grandes indústrias – A confiança é maior entre as grandes indústrias. Nesse segmento, o índice ficou em 60,2 pontos. Nas médias empresas foi de 59,1 pontos e, nas pequenas, de 57,5 pontos. Nas regiões geográficas, o Icei é maior entre os empresários do Norte (62 pontos) e do Centro-Oeste (61 pontos). No Nordeste, o indicador ficou em 59,8 pontos, no Sul em 59,2 pontos e, no Sudeste, em 57,9 pontos.

O Icei antecipa tendências da economia. Empresários confiantes têm mais propensão a fazer investimentos, aumentar a produção e contratar trabalhadores. Tudo isso é fundamental para acelerar o crescimento da economia, explica a CNI.

Esta edição do Icei foi feita entre 1º e 11 de outubro, com 2.452 empresas. Dessas, 978 são pequenas, 892 são médias e 582 são grandes. (ABr)