CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE

O Pre Brics Summit: a Inovação e Sustentabilidade como Aliança para o Desenvolvimento, evento promovido pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), foi considerado fundamental para que os investidores conheçam os potenciais do Estado e invistam.

A reunião, que é preparatória para a 11ª Cúpula dos Brics – grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -, contou com a participação de mais de 30 líderes de organizações privadas, bancos de desenvolvimento internacionais, diplomatas e gestores nacionais e internacionais.

O encontro aconteceu, ontem, em Belo Horizonte, e teve o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e da Fundação Dom Cabral (FDC).

A expectativa com a reunião é de atrair mais investimentos de capital estrangeiro, uma vez que as reformas estruturais propostas pelo governo federal e estadual tendem a tornar o ambiente de negócios mais seguro. A 11ª Cúpula dos Brics será nos dias 13 e 14 de novembro, em Brasília.

Para o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, o encontro Pre Brics foi de grande importância para apresentar os potenciais do Estado e despertar a atenção de investidores internacionais. “O Pre Brics Summit foi de grande relevância, porque poderão ser criadas várias oportunidades de investimentos que terão grande impacto no futuro dos mineiros e dos brasileiros. Trazer os investidores dos Brics para Minas Gerais é fundamental. São países com dinâmicas de crescimento mais altas, que performaram bem nos últimos anos, têm taxas de juros baixas nos seus países e recursos para investir”, avaliou.

Entre as áreas mineiras que poderão se destacar na atração de investimentos estão  infraestrutura, energia, agronegócio, ativos minerais e áreas de inovação.  Ainda segundo Roscoe, no momento atual, Minas Gerais vem cumprindo o papel e tentando fazer as reformas necessárias para melhorar o ambiente de negócios, o que também tem sido feito pelo governo federal.

“Estamos em um momento de virada da nossa economia e acredito que isso vai despertar o interesse de vários investidores para as potencialidades que temos no Brasil, contribuindo para que o País saia da crise econômica. As empresas estão vindo em grande número para a Cúpula dos Brics e vão conhecer e ter acesso ao Brasil, algumas delas, pela primeira vez. É o momento de mostrar nossa cara, mostrar nosso potencial, e acredito que vamos nos beneficiar de várias oportunidades que estarão por todo o Brasil, e especificamente em Minas Gerais”, disse Roscoe.

O presidente da Fiemg também ressaltou que o mundo vive um momento de excesso de liquidez, faltando boas oportunidades de investimentos, e o País tem oportunidades interessantes.

“Faltava no Brasil a estabilidade e o ambiente de negócios compatível. O Brasil, com as reformas estruturais e um melhor ambiente de negócios, cria potencial para que as empresas invistam aqui. Os investidores vinham aqui com taxas de retorno, mas as incertezas muito grandes no ambiente de negócios desestimulava a continuidade. Precisamos passar para o investidor segurança jurídica, confiabilidade e desburocratizar os processos, isso será determinante para que haja fluxo de recursos para investimentos no setor produtivo”.

Atração de investidores – Para o presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Sérgio Gusmão, a expectativa é grande para o encontro dos Brics, principalmente, pela oportunidade de colocar Minas Gerais no centro do debate, o que foi feito através do Pre Brics Summit.

“Fizemos o evento atraindo empresários, políticos, acadêmicos, diplomatas do mais alto nível, para mostrar a força dos cinco países e a presença em Minas Gerais”.

Ainda segundo Gusmão, hoje, 33% das importações mineiras são oriundas dos países que compõem o Brics e 27% das exportações estaduais são destinadas aos países. “É um número bastante robusto. Por isso, é importante promover o debate, que ajuda não só a desenhar uma estratégia, mas a identificar potenciais parceiros para colaboração científica, acadêmica, de comércio e de investimentos”, explicou Gusmão.

De acordo com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o Brasil, nos últimos anos, foi o país membro do Brics que apresentou o pior desempenho em relação ao crescimento econômico, mas os governos vêm trabalhando para a melhoria do ambiente de negócios, a desburocratização e redução dos ônus para as empresas.

“Esse desastre não ocorreu por acaso, ele foi fabricado pelas nossas instituições políticas. A proposta do meu governo, e venho trabalhado muito nesse sentido, é fazer com que nós eliminemos os ônus do setor produtivo. Estamos tendo um governo patriota e que está olhando o interesse da nação, acima do interesse de alguns grupos”, disse.