As roupas lideram as preferências de gastos no Natal, com 29%; depois vêm os brinquedos (16%) e os calçados (14%) - Crédito: Alisson J. Silva

O Natal deste ano não será de lembrancinha. A afirmação é do economista da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), Vinícius Carlos.

Uma pesquisa da entidade feita com consumidores mineiros, sendo 54% deles pertencentes às classes A e B, mostra que 34% das pessoas pretendem gastar de R$ 200 a R$ 500. Já 29% devem desembolsar de R$ 500 a R$ 1.000, enquanto 23% esperam realizar compras de R$ 1.000 a R$ 1.500 e 11% de R$ 100 a R$ 200.

Os valores envolvem investimentos em presentes e itens para a ceia de fim de ano e festividades.

O economista da FCDL-MG atribui esse cenário mais positivo a fatores como a liberação de recursos como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e PIS/Pasep, além de um quadro econômico em que se verifica juros e inflação baixos, maiores prazos de crédito para os consumidores e à ‘certa’ recuperação do mercado de trabalho. “Está havendo melhorias”, frisa ele.

Já o décimo terceiro salário, de acordo com o estudo, não terá como destino certo as compras relacionadas ao Natal, uma vez que apenas 16% das pessoas entrevistadas afirmaram que vão utilizá-lo para este fim. A maioria (28%) destaca que vai usá-lo para as férias, enquanto 24% pretendem aplicar a quantia e 16% esperam guardá-la para os deveres de janeiro.

Lista de compras – As roupas lideram as preferências de gastos no Natal, com 29%. Depois vêm os brinquedos (16%), os calçados (14%), outros (12%), livros (7%), perfumes (7%), joias (5%) e móveis (3%).

Em relação às formas de pagamento, 45% dos consumidores pretendem pagar no crédito à vista, 27% no débito, 19% no dinheiro e 10% no crédito parcelado. “As pessoas não querem se endividar e estão mais cautelosas, à espera de medidas estruturais. Os reflexos efetivos na economia ainda não ocorreram”, diz o economista da FCDL-MG.

Decisão – O estudo da entidade mostra, ainda, que a decisão de compra é majoritariamente influenciada pelo preço, sendo que 40% dos entrevistados apontaram esse fator. Posteriormente, vêm atendimento (37%) e variedade (9%).

Vinícius Carlos lembra, contudo, que o fator preço não significa, necessariamente, a busca por valores mais baixos. “As pessoas querem algo sendo comercializado a um preço justo e não serem enganadas. Desejam algo que realmente vale o que está sendo cobrado”, destaca ele.

O economista da FCDL-MG pondera, ainda, que, como o atendimento é visto como tão relevante pelas pessoas, é essencial que as empresas invistam em toda a experiência de consumo.

“Se o lojista não fizer a parte dele, não trabalhar as vendas e as estratégias, não vai faturar o que poderia”, frisa.

Black Friday – O estudo da entidade revela, ainda, que 13% dos consumidores pretendem realizar as suas compras de fim de ano no mês de novembro, que é justamente quando também ocorre a Black Friday. Já 79% esperam realizá-las em dezembro e 9% em janeiro.

Vinícius Carlos pontua que, dessa forma, a Black Friday é uma boa oportunidade para os lojistas colocarem seus produtos em promoção e testar as melhores opções, verificando o que dá ou não certo para cada negócio em particular. Assim, é só reproduzir as boas estratégias durante o período do Natal.