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A Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla) divulgou ontem (11) os resultados do setor em 2018. Minas Gerais é o Estado que concentra a maior parte dos negócios no Brasil, sendo responsável por 67% da frota e 77,5% dos emplacamentos realizados em 2018.

Das 13.182 empresas de locação de veículos existentes no Brasil, 2.022 operam atualmente em Minas Gerais (15,3%). Juntas, elas emplacaram, no decorrer do ano passado, exatos 320.100 automóveis e comerciais leves, novo recorde do setor em Minas Gerais em termos de emplacamentos anuais feitos por locadoras.

O recorde setorial anterior no Estado era de 266.579 carros emplacados no ano, estabelecido em 2017. As 53.521 unidades significam um aumento de 20,1%.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional da Abla, Paulo Miguel Júnior, o desempenho do Estado se deve a dois principais fatores: o valor do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) cobrado e a celeridade e valores cobrados pelos serviços prestados pelo Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG).

“Minas Gerais já era sede de algumas das mais importantes empresas de locação como a Localiza e a Locamérica – que centralizou suas operações em Belo Horizonte há pouco tempo. Além disso, tem atraído médias empresas porque tem o IPVA mais barato. Com isso, o Estado ganha ao gerar mais empregos e arrecadar outros impostos, especialmente o ICMS”, avalia Miguel Júnior.

A locadoras geram 8.256 empregos diretos em Minas, sendo que 1.886 delas alugam veículos sem motorista, enquanto 136 atuam prestando o serviço de aluguel incluindo o motorista.

Em Minas Gerais, a terceirização (aluguel de frotas inteiras para empresas e órgãos públicos e também para empresas da iniciativa privada) é a principal responsável pela utilização dos veículos, com 60% de participação na frota.

O turismo de negócios (profissionais em viagens de trabalho) e o turismo de lazer (pessoas físicas em viagens de férias) representam cada um 20% do uso da frota de veículos alugados.

“Estamos passando por uma grande mudança cultural. As pessoas não dão tanto valor à posse do carro como antigamente. E muitas já fizeram as contas e perceberam que em muitos casos alugar sai mais barato do que ter um carro, pois elimina os custos com manutenção, documentação, estacionamento, entre outros. Isso também contribui para a questão da mobilidade nas grandes cidades e da qualidade ambiental. Assim, o volume de pessoas físicas alugando deve aumentar nos próximos anos”, explica.

O faturamento bruto anual do setor de locação de veículos no Brasil atingiu R$ 15,3 bilhões em 2018, enquanto o faturamento líquido foi de R$ 13,9 bilhões.

O número de locadoras subiu 15,6%, passando de 11.407 em 2017, para as atuais 13.182 empresas de locação de veículos ativas junto à Receita Federal, com automóveis e comerciais leves registrados junto aos órgãos competentes de trânsito. O número de usuários também registrou aumento (58%), saindo de 27,2 milhões em 2017 para 43 milhões durante todo o decorrer do ano passado.

“Ao longo da crise crescemos porque muitas empresas abriram mão da frota própria e passaram a alugar. Agora, à medida que a economia volta a crescer, temos uma oportunidade junto às empresas que estão crescendo e entendem o aluguel de carro como uma ferramenta que facilita a gestão e pode fazer parte de um bom controle de gastos. A expectativa é que em 2019 os resultados sejam superiores aos alcançados no ano passado em cerca de 15%”, pontua o presidente do Conselho Nacional da Abla.