Crédito: Agência Brasil

A empregabilidade de pessoas com mais de 55 anos é uma fatia extremamente expressiva, a despeito da supremacia de jovens cada vez mais preparados, especialmente em empresas de tecnologia e startups. Foi o que revelou a Análise de Governança Corporativa Global 2018 elaborada pela Alexander Hughes, multinacional de recrutamento executivo, com mais de 60 anos de mercado e presente em mais de 41 países, inclusive no Brasil.

Os países da Ásia e Pacífico são os que têm o maior número de profissionais em postos de liderança entre 55 e 60 anos, com 27%; 19% até 64 anos e 15%, entre 65 a 70 anos e 15% com líderes acima de 70 anos. Abaixo dos 55 anos representam, no total, 24%.
Nos Estados Unidos os líderes com mais de 55 anos representam 60% e na Europa, 71%. Na América Latina percebe-se que este número também é bastante representativo com 70%, sendo que há surpreendentes 20% com mais de 70 anos de idade.

O estudo realizado em seis regiões – América do Norte, América Latina, África, Europa central/ocidental e Ásia/Pacífico – aponta que em termos de liderança corporativa, idades variadas dentro de uma empresa podem melhorar a competitividade. Isso quer dizer que é desejável uma empresa com pessoas de diversas faixas etárias, especialmente na liderança, com conhecimentos, experiências e competências, que agreguem positivamente.

A proliferação de tecnologias tais como análise avançada, inteligência artificial, internet das coisas e robótica têm um profundo impacto sobre como os negócios são feitos atualmente, algumas vezes de maneiras inesperadas. Se uma empresa tem pessoas de idades variadas no seu nível de decisão, isso pode facilitar algumas resoluções mais impactantes.

“Observamos que as empresas com maior sucesso têm a tendência em possuir em seus quadros uma diversidade em sua liderança, seja de gênero, raça e também idade, para que as decisões sejam tomadas por profissionais experientes, levando em consideração também as opiniões e formação dos mais jovens e que percebem melhor o comportamento do novo consumidor”, diz Guilherme Fernandes, CEO da Alexander Hughes Brasil.

A pesquisa mostrou que o ingrediente mais importante para uma empresa ter um equilíbrio em diversidade depois do fator de gênero é a mescla de idades, com 90% das opiniões. Para ilustrar a importância da idade, as empresas presentes na S&P 500 (Standard &Poors), índice de ações listadas nas bolsas de valores americanas (Nasdaq e Nyse) com as mais importantes empresas do mundo – possuem em seus conselhos de administração mais diretores acima de 75 anos de idade do que profissionais com menos de 50, o que prova a importância da senioridade para trazer experiência às empresas e suas tomadas de decisões.

Após a crise no sistema financeiro americano, entre os anos de 2007 e 2009, havia um grande número de CEOs mais idosos, que foram substituídos por líderes mais jovens. Mas assim que a economia retornou ao seu patamar de crescimento, o que se observou foi que houve um retorno à contratação de executivos em postos de liderança com mais de 55 anos, revela o estudo. O mesmo modelo se repete em todo o mundo. As áreas com maior senioridade são Farmacêutica, com 76%, Indústrias com 75% e Serviços Financeiros com 71%.