No ano-safra, o faturamento com os embarques caiu 3,6% - Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

O Brasil exportou 3,2 milhões de sacas de café em setembro deste ano – considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O volume representa um aumento de 2,6% em relação a setembro de 2018.

A receita cambial gerada pelas exportações no mês passado chegou a US$ 410,3 milhões, queda de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o preço médio da saca de café foi de US$ 126,9/saca, decréscimo de 6,9% em relação ao mesmo mês de 2018. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Em setembro, o café arábica correspondeu a 81,8% do volume total exportado, equivalente a 2,6 milhões de sacas. O café conilon (robusta) atingiu a participação de 8,1%, com o embarque de 263,1 mil sacas, enquanto que o solúvel representou 10% das exportações, com 323,1 mil sacas exportadas.

“Os volumes de café exportados em setembro registraram o melhor resultado do mês nos últimos cinco anos. O desempenho no acumulado dos últimos 12 meses também marca um incremento muito significativo das vendas para o exterior, alcançando cerca de 42,2 milhões de sacas. Outro fator que deve ser destacado é o forte crescimento das vendas para os 10 maiores países compradores entre eles EUA, Alemanha, Japão, Bélgica e Espanha, com exceção do Reino Unido. Estes resultados registram o aumento da participação brasileira nas exportações mundiais, de acordo com os dados apurados pela OIC, e confirmam mais uma vez a alta qualidade do café mais sustentável do mundo que é o café brasileiro. Além disso, indicam que fecharemos o ano civil com excelentes resultados refletindo o bom trabalho do setor exportador” afirma o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

O total de café exportado no ano civil (janeiro a setembro de 2019) permanece sendo o maior dos últimos cinco anos para o período, com o embarque de 30,4 milhões de sacas. O volume representa um crescimento de 27,7% em relação a mesma base comparativa do ano passado e a receita cambial, neste caso, também apresentou crescimento, de 6,5%, chegando a US$ 3,8 bilhões.

Entre as variedades embarcadas no ano civil, o café robusta se destaca pelo aumento de 73,7% nas exportações, se comparado ao volume da variedade exportado de janeiro a setembro de 2018.

O café arábica também obteve um crescimento relevante, de 26,2%, em relação ao período do ano anterior e o café solúvel, por sua vez, registrou crescimento de 9,9% no período. Assim como no mês de setembro e ano civil como um todo, ambas as variedades (café arábica e solúvel) apresentaram o melhor resultado em volume dos últimos cinco anos para o período de janeiro a setembro.

Já nos últimos 12 meses (de outubro de 2018 a setembro de 2019) o Brasil exportou 42,2 milhões de sacas, dado que sinaliza um recorde histórico de exportações de café para este ano.

Principais destinos – Os principais destinos de café brasileiro no ano civil, e que apresentaram um aumento médio de 28,4% de volume importado no período, foram, respectivamente: Estados Unidos, que importaram 5,7 milhões de sacas de café (18,9% do total embarcado no período); Alemanha, com 5 milhões de sacas importadas (16,5%); Itália, com 2,8 milhões de sacas (9,3%); Japão, com 2 milhões de sacas (6,7%); Bélgica, com 2 milhões de sacas (6,6%), Turquia, com 884,6 mil sacas (2,9%); Federação Russa, com 788 mil sacas (2,6%); Reino Unido, com 751,7 mil sacas (2,5%); Canadá, com 669,7 mil sacas (2,2%); e Espanha, com 665,6 mil sacas (2,2%).

Todos os principais países consumidores de café brasileiro, exceto Reino Unido, registraram, no ano civil, aumento na importação do produto, comparando com o mesmo período do ano passado. Os destinos que registraram maior crescimento no consumo de café brasileiro foram a Espanha (crescimento de 40%); EUA (38,6%); e Alemanha (37,2%).

Ano-safra – Nos três primeiros meses do Ano-Safra 2019/20 (jul-set), o Brasil exportou 9,9 milhões de sacas de café, crescimento de 9% em relação ao mesmo período da safra anterior. Neste caso, o volume também registrou o melhor desempenho dos últimos cinco anos para o período de julho a setembro e a receita cambial gerada com as exportações foi de US$ 1,2 bilhão, queda de 3,6% em relação aos três primeiros meses da safra passada. (Da Redação)