Crédito: Divulgação/Emater Usada em 05-04-19

As exportações de café brasileiro – considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído – atingiram 3,2 milhões de sacas em julho deste ano. O volume representa um crescimento de 28,2% em relação a julho de 2018, quando o País exportou 2,5 milhões de sacas, além de configurar a maior quantidade de café brasileiro exportada para o mês de julho dos últimos cinco anos. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

A receita cambial gerada pelas exportações em julho deste ano foi de US$ 378,2 milhões, aumento de 5,1% em relação a julho do ano passado. Já o preço médio da saca de café no mês foi de US$ 119,7/saca, queda de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em relação às variedades embarcadas no mês, o café arábica correspondeu a 71,4% do volume total das exportações, equivalente a 2,3 milhões de sacas. O café conilon (robusta) atingiu a participação de 18,2%, com o embarque de 575 mil sacas, enquanto o solúvel representou 10,3% das exportações, com 326,8 mil sacas exportadas.

“Os volumes exportados em julho mostram que o Brasil mantém um ritmo positivo e trabalhando o embarque de cafés sustentáveis com eficiência e qualidade. Um dos destaques foi o incremento nas exportações para os Estados Unidos (EUA) e Alemanha, atualmente os maiores importadores do café brasileiro. A colheita referente a 2019/20 está praticamente finalizada e tudo indica que manteremos bons resultados até o fechamento do ano-civil. Mais uma vez, os negócios do café brasileiro com o exterior se mostram consolidados, graças à eficiência e forte compromisso com a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva e comercial do Brasil”, declara o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Ano-civil – Assim como em julho deste ano, as exportações de café neste ano-civil (janeiro a julho de 2019) foram as maiores dos últimos cinco anos para o período, com o embarque de 23,5 milhões de sacas, crescimento de 37,6% em relação ao período de janeiro a julho do ano passado. A receita cambial, neste caso, foi de US$ 2,9 bilhões, apresentando também alta, de 11%, ante o mesmo período de 2018.

Além dos resultados positivos em julho e no ano-civil, nos últimos 12 meses (de agosto de 2018 a julho de 2019), o Brasil exportou 42,1 milhões de sacas de café, dado que sinaliza recorde histórico para o período na comparação com anos anteriores.

Principais destinos – Os dez principais destinos de café brasileiro no ano-civil (jan-jul) foram: os Estados Unidos, que importaram 4,4 milhões de sacas de café (18,7% do total embarcado no período); Alemanha, com 3,9 milhões de sacas importadas (16,7% da participação total no período); Itália, com 2,1 milhões de sacas (9%); Japão, com 1,7 milhão de sacas (7,3%); Bélgica, com 1,5 milhão de sacas (6,5%); Turquia, com 719,9 mil sacas (3,1%); Reino Unido, com 621,6 mil sacas (2,6%); Federação Russa, com 603,6 mil sacas (2,6%); Canadá, com 514 mil sacas (2,2%); e Espanha, com 500,3 mil sacas (2,1%).

Quase todos os principais países consumidores de café brasileiro registraram, no ano-civil, aumento na importação do produto, comparando com o mesmo período do ano passado.

Os destinos que registraram maior crescimento no consumo de café brasileiro foram a Espanha (51,5%), Bélgica (50,8%), EUA (49,6%) e Alemanha (45,9%).

No ano-civil, o Brasil exportou 4,5 milhões de sacas de cafés diferenciados (que são os cafés que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis). O volume foi responsável por 19,1% do volume total de café exportado de janeiro a julho deste ano e representa um crescimento de 58,8% em relação ao volume de cafés diferenciados exportado nos sete primeiros meses de 2018.

A receita cambial gerada com a exportação de cafés diferenciados do Brasil foi de US$ 700,3 milhões, representando 23,9% do total gerado pelo Brasil com as exportações no ano-civil de 2019. (Com informações do Cecafé)

Santa Mônica venderá para China

São Paulo – O Café Santa Mônica assinou, na sexta-feira (9), em Xangai, um memorando de entendimento com o fundo de investimento Greenfield Capital e o governo chinês no valor de US$ 1,5 bilhão, que deverá viabilizar a construção de duas torrefações na China, além da exportação de café brasileiro.

Segundo comunicado da InvestSP, agência ligada ao governo paulista que visa a atrair investimentos para o Estado, o acordo prevê a criação de uma holding que construirá torrefações e montará 100 mil vending machines para distribuir o produto diretamente aos consumidores chineses.

Do lado brasileiro, a Santa Mônica fornecerá o café paulista para a holding. A expectativa é de que, ao longo dos próximos 12 meses, o grupo exporte aproximadamente 100 mil sacas de café de 60 quilos para o cobiçado mercado da China.

Setembro – “Os embarques de café e os primeiros aportes de recursos começam a partir de setembro. O planejamento indica que o projeto como um todo será concluído em até cinco anos, com a construção das fábricas e a instalação das vending machines”, afirmou Colin James Francis, executivo de negócios internacionais do Café Santa Mônica, segundo nota da InvestSP, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São Paulo.

O acordo permitirá que uma empresa brasileira possa comercializar o café paulista diretamente com o mercado chinês, garantindo assim melhores margens de remuneração ao longo de toda a cadeia de produção, acrescentou o comunicado.

Atualmente, o Café Santa Mônica já exporta para mais de 30 países e iniciou recentemente os primeiros embarques para a China, mas ainda em lotes pequenos. O acordo permitirá que a empresa possa ampliar de forma significativa sua participação no mercado chinês. (Reuters)