Apesar da melhora no setor, o consumo de máquinas, associado à intenção de investimentos, ainda não atingiu o seu potencial - Foto: MARCOS ALVARENGA

Após voltar a crescer em 2018, o setor de bens de capital do Estado manteve os resultados positivos no primeiro mês de 2019. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, sede regional de Minas Gerais (Abimaq-MG), o faturamento do setor cresceu 3% em janeiro sobre igual mês do ano passado. Já na comparação com o mês anterior, houve queda de 17%.

Em âmbito nacional, o resultado do primeiro mês do exercício frente a mesma época do ano passado avançou em 5,2%, enquanto que na comparação com dezembro foi observada queda de 12,3%.

De qualquer maneira, o membro do Conselho da Abimaq-MG, Marcelo Veneroso, chamou atenção para a tímida demonstração de melhoria do setor mineiro. Segundo ele, o consumo aparente de máquinas ainda está estagnado. “O empresariado está receoso para investir, pois ainda não está claro a questão das reformas necessárias ao País e o cenário ainda está indefinido”, comentou.

Em relação à manutenção das expectativas para 2019, a partir dos números de janeiro, o dirigente voltou a dizer que ainda é cedo para qualquer projeção. Por isso, segue a expectativa da entidade nacional e projeta um crescimento entre 5% e 6% para este exercício sobre o ano anterior. “Trata-se de uma meta difícil, mas não impossível. Vai depender do tempo gasto para aprovar as reformas”, reiterou.

Exportações – Em relação aos demais dados referentes ao setor de máquinas e equipamentos em Minas, a entidade revelou que o movimento das exportações encolheu e amargou quedas em relação a dezembro e ao mesmo período do ano passado. Os recuos foram de 9% e 13,3% respectivamente.

Além disso, o nível de utilização da capacidade instalada caiu 3% na comparação com dezembro. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 4,8%.

Já o número de pessoas empregadas caiu 1,5% em relação a dezembro e foi 1,5% maior frente ao mesmo mês de 2018.

No balanço nacional, a Abimaq destacou que a receita líquida total de janeiro chegou a R$ 5,3 bilhões, mantendo o comportamento sazonal e indicando para um encerramento do ano com taxa de crescimento inferior à observada em 2018.

Ainda segundo a entidade, o setor terminou janeiro com 302,5 mil funcionários, número 0,6% superior ao mês anterior e 4,1% acima de igual período do exercício passado.