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Um funcionário sedentário custa para as empresas cerca de US$ 330 dólares ano – o equivalente a R$ 1.263,90 -, é o que diz o The Physicianand Sports Medicine, jornal destinado a médicos que tratam do equilíbrio entre saúde e exercícios físicos. Além disso, o Brasil é um dos países mais sedentários da América Latina. De acordo com uma pesquisa recente divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quase metade dos brasileiros (47%) não pratica exercícios suficientes para manter o corpo saudável. Esse comportamento não é diferente nas empresas, gerando para as organizações custos com plano de saúde, absenteísmo e baixa produtividade. Para completar, as áreas de saúde e RH têm muita dificuldade em alcançar funcionários espalhados pelo mundo, com as ações tradicionais, que além de caras, são pouco efetivas.

Pensando em solucionar este problema, os empreendedores Pedro Reis e Tomás Camargos resolveram criar uma solução para as empresas. A VIK oferece um programa de saúde gamificado com foco em mudança de comportamento das pessoas, ou seja, toda a metodologia é desenhada com objetivo de transformar os hábitos e a rotina dos funcionários.

A partir da experiência dos sócios com empresas de diversos setores foi possível notar que as organizações buscavam soluções para melhorar a saúde dos funcionários, “Assim, começamos a apresentar o desafio da VIK para os RHs das empresas, o colocando como um programa inovador de saúde que permite que colaboradores de qualquer lugar do mundo se engajem e participem dos projetos”, diz Reis, um dos idealizadores da VIK.

Tomás Camargos, também sócio-fundador conta que, anteriormente, em 2016, a ideia inicial era abrir um marketplace de produtos esportivos conectando profissionais de educação física, alunos e lojas esportivas, porém a empresa não obteve o sucesso esperado.

“Em junho desse mesmo ano, faturamos R$ 70. Comecei a achar que nossa atividade não daria certo, mas foi aí que pivotamos. Neste mesmo ano, conseguimos trazer investidores-anjos que acreditaram no propósito da VIK, nos fundadores e no plano. A partir daí, começamos a desenhar o produto focado para as empresas”, explica Camargos.
A startup já realizou o desafio em grandes empresas como a MRV Engenharia, Itambé, Alelo, Falconi, Forno de Minas, Localiza, Dasa, entre outras.

“Já temos participantes do desafio em mais de 20 países, todos estados do Brasil e mais de 300 cidades. O indicador de sucesso mais legal do desafio é que, cerca de 40% dos participantes que o finalizaram, eram sedentários antes do início. Quando mostramos para uma empresa que 200 pessoas deixaram de ser sedentárias, com custo de US$ 330 dólares, a conta do ROI fecha com bastante folga”, diz Reis. Além da mudança na prática de atividade física, percebemos as transformações de hábitos nos participantes mais conscientes quando se trata de nutrição, álcool, cigarro, diminuição do estresse e melhora no sono/concentração”, completa Camargos.

A empresa também propõe uma melhoria no clima organizacional. “De brinde, entregamos para o cliente um ambiente mais leve e a integração entre pessoas de diversas áreas que antes não se conheciam e agora são companheiros de time”, brinca Reis. (Da Redação)