Crédito: REUTERS/Bruno Domingos

Todo bom gestor sabe que a reserva de emergência é algo necessário e muito importante para evitar problemas futuros dentro de uma companhia. Isso porque contratempos acontecem, e nem sempre eles possuem data e horário marcado. Em uma grande empresa, com diversos funcionários e setores a serem gerenciados, imprevistos e gastos surgem com uma frequência maior, tornando necessária a separação de um caixa para eventos a médio e longo prazo.

Essa “reserva de emergência” pode ser caracterizada como uma quantia separada para o atendimento de possíveis eventualidades e incidentes. No entanto, muitos deixam esse dinheiro parado na conta, aguardando o seu dia de uso. Pensando nisso, os gestores da Atrio Investimentos defendem que esse montante seja investido em um fundo, para que assim seja possível gerar rentabilidade e liquidez ao caixa.

Segundo Bruno Zanon, um dos sócios-fundadores da Atrio Investimentos – escritório de assessoria vinculado à XP Investimentos -, é preciso deixar claro que somente o caixa a médio e longo prazo podem ser investidos em fundos. “O caixa a curto prazo é aquele em que você precisa ter à mão para qualquer evento que ocorra na empresa. Portanto, não faz sentido investi-lo, se você precisará usá-lo a qualquer momento”, explica.

Para essa operação, Zanon indica que seja usado apenas os caixas que ficam parados por um grande período de tempo. “Sabemos que as empresas precisam separar uma reserva para eventualidades futuras. Seja uma crise na economia que afete os negócios, a rescisão de um funcionário com muitos anos de casa ou algum problema operacional na empresa, esse caixa fica estático por um grande tempo. Então eu pergunto: por que o deixar parado sem gerar liquidez?”, aponta.

A famosa frase do físico Benjamin Franklin “Tempo é dinheiro” se encaixa muito bem neste caso. A ideia é, basicamente, deixar o dinheiro que ficaria um longo período parado, rendendo e gerando lucro à empresa. Mas atenção, não é todo investimento que é indicado para essa operação. Àqueles com vencimentos muito longos não devem ser cogitados. Isso porque, apesar de ser um caixa reservado para acasos a longo prazo, ele deve estar liberado para uso quando for necessário.

“O objetivo é levar eficiência a gestão de caixa da empresa. Ao deixar parado o montante reservado para as operações distantes, você irá perder dinheiro. O que queremos é mostrar que é possível aplicar esse patrimônio em investimentos, que irão gerar lucro à empresa e estará disponível para uso normalmente”, conclui Bruno Zanon. (Da Redação)