Grupo mineiro Pardini registrou receita líquida R$ 343,7 milhões, valor 14% superior ao do 2º trimestre do ano passado - Crédito: Roberto Staino

Amparado no investimento do modelo lab to lab (L2L), quando uma grande empresa de medicina diagnóstica presta serviços para pequenos laboratórios, o grupo mineiro Pardini registrou crescimento expressivo no segundo trimestre deste ano (2T19). De acordo com o balanço divulgado pelo grupo ontem, o lucro líquido no 2T19 foi de R$ 43,1 milhões, crescimento de 30% em relação ao mesmo período no ano passado. Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 70 milhões, aumento de 18,4% em relação ao 2T18.

Os números seguem um desempenho positivo registrado pela empresa nos últimos anos e justificado, principalmente, pela consolidação do negócio no L2L. Para se ter ideia da importância do atendimento aos pequenos laboratórios, a receita bruta desse serviço no 2T19 foi de R$ 205,3 milhões, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período em 2018. Esse valor representa 54,9% da receita bruta total da empresa.

De acordo com o balanço, o Grupo Pardini realizou 24,8 milhões de exames no 2T19, o que significa um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período no ano passado. Além disso, a empresa registrou receita líquida R$ 343,7 milhões, valor que é 14% superior ao do segundo trimestre do ano passado.

O número de acionistas também cresceu: no primeiro trimestre deste ano, eram cerca de 2.600 e, agora, já são mais de 3 mil. Segundo o CFO do grupo, Camilo Lelis, nos últimos meses, houve um retorno do investidor pessoa física, que ficou mais interessado nas ações da empresa.

Lelis explica que o desempenho positivo do segundo trimestre deste ano tem a ver com todo o conceito de investimento em L2L, assim como com as aquisições realizadas pelo grupo no fim do ano passado. Mas ele destaca que esse cenário vivido agora é, também, um acúmulo dos resultados que vêm dos projetos de redução de custo implantados na empresa desde o fim do ano passado.

O projeto Enterprise é um dos principais deles. Seu objetivo é automatizar os processos dos laboratórios, diminuindo a intervenção humana no processamento de amostras e investindo em esteiras de alta velocidade.

“É um projeto para a modernização do parque de produção, mas também de redução de custo do insumo, por meio de negociação com os fornecedores. Só no segundo trimestre deste ano conseguimos reduzir em 27% os custos de produção, em relação ao mesmo período em 2018”, afirma.

Outra ação que também contribuiu para esse balanço positivo foi o projeto de redução das glosas, que são aqueles pagamentos não realizados por conta de alguma inconsistência na documentação. Por meio de um software mais robusto e da criação de um departamento de auditoria da Receita, o grupo conseguiu diminuir esses erros.

O executivo afirma que a empresa não faz projeções para 2019, mas afirma que a meta da empresa é fortalecer o L2L, levando, aos poucos, novos modelos negócios para esse formato, como a oferta de exames de toxicologia forense e de medicina especializada. O CFO também garante que as aquisições de outras empresas permanecem na estratégia do grupo, que tem várias possibilidades em seu portfólio.