Projeção do Estado é de que o estímulo a novos aportes eleve Minas Gerais do 5º ao 2º lugar em faturamento do segmento no País nos próximos 5 anos - Crédito: Divulgação

Por produzir bens de alto valor agregado, a indústria farmacêutica e de medicamentos é um dos setores prioritários da atual gestão do governo de Minas Gerais. Além da grande aplicação de capital, tecnologia e conhecimento, que acrescenta valor na cadeia produtiva mineira com grandes investimentos, o setor demanda mão de obra qualificada, que eleva a renda média da população na região onde os empreendimentos estão localizados.

Entre as potencialidades de Minas Gerais para atrair empresas desse setor estratégico para a economia e arrecadação do Estado estão a facilitação de aspectos tributários, linhas de crédito disponíveis e diferenciais logísticos. Na avaliação do presidente do Indi, a agência de promoção de investimento e comércio exterior de Minas Gerais, Thiago Toscano, além do regime fiscal e de outros benefícios para o setor em Minas, o tratamento que o Estado dá para o investidor também é um diferencial relevante.

“A forma como o empresariado é atendido aqui é importante e tem sido fundamental para atrair investimentos. Buscamos um ambiente de fácil acesso para conversar e tirar dúvidas, com segurança jurídica e benefícios para o licenciamento ambiental no caso de grandes investimentos, por exemplo”, explica.

Nesse contexto, Toscano ressalta que o Indi atua como facilitador e responsável pela ligação entre o empreendedor e os ministérios e secretarias do Estado, acompanhando todas as fases do processo.

“É um acompanhamento personalizado desde a primeira conversa, passando por questões fiscais, ambientais, de crédito, pelos investimentos até o início das operações”, afirma.

O grande volume de investimentos de empresas instaladas em Minas Gerais, como ACG, Biolab, Cimed, Eurofarma, eMyralis, levou o Indi a discutir as oportunidades para o crescimento da indústria farmacêutica e suas cadeias produtivas no Estado. A política de atração de investimentos, segundo Toscano, passa pela tentativa de trazer para Minas os fornecedores desses grandes empreendimentos, que atualmente estão instalados em outros estados.

Crescimento – A expectativa é de que esses possíveis novos investimentos façam com que Minas Gerais passe do 5º para o 2º lugar em faturamento do setor em cinco anos. Em 2018, os fabricantes de produtos farmacêuticos no Estado tiveram uma receita líquida de R$ 3,18 bilhões, um crescimento de 15% na comparação com o ano anterior. Para alcançar a meta de faturamento, é esperado atingir a marca dos R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos.

“Se as grandes empresas estão vindo, acreditamos que os fornecedores delas também percebam as vantagens de investir aqui. Isso faz parte da nossa estratégia para alavancar ainda mais o setor em Minas”, avalia o presidente do Indi.