Foto: Eduardo Eckenfels

Rio de Janeiro – O Instituto Inhotim decidiu ontem adiar a reabertura das visitas do público, que estava prevista para amanhã. A instituição, localizada em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), município que enfrenta as graves consequências do rompimento da barragem de rejeitos da Mina do Córrego do Feijão, da Vale, havia manifestado intenção de normalizar os serviços no fim de semana.

Em sua conta no Twitter, a administração do Inhotim informou que, entre as vítimas e feridos no incidente, não há funcionários de seus quadros, mas que o setor de recursos humanos descobriu que 41 empregados têm parentes próximos desaparecidos. “Estamos prestando assistência e apoio psicológico a essas pessoas nesse momento de dor”, diz a administração.

“A reabertura do Instituto está prevista para esta sexta-feira (1º), com todo o cuidado e respeito ao momento que a comunidade de Brumadinho vem passando nos últimos dias. A entrada do município foi reaberta, o trânsito está liberado, as pessoas voltaram para as suas casas. Segundo os órgãos competentes, no momento não há risco de rompimento de outra barragem. Apesar do luto, é necessário retomar as atividades, encontrar novos caminhos para superar essa tragédia e manter a cidade funcionando. Entendemos que cultura, arte, meio ambiente e educação têm um papel fundamental no desenvolvimento humano e da sociedade. E terá um papel crucial na recuperação da cidade nos próximos anos”, chegou a afirmar a administração do complexo de arte antes da decisão de adiar a reabertura do espaço.

Sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil, o Inhotim é considerado o maior museu a céu aberto do mundo. A seus seguidores no Twitter, o instituto agradeceu pelas diversas mensagens de solidariedade e apoio recebidas.

Exposições – Após a reabertura, ainda indefinida, quem visitar o Inhotim terá a oportunidade de conhecer novas exposições. No dia 15 de dezembro do ano passado, o Museu recebeu a obra Spider (Aranha), da artista francesa Louise Bourgeois. A escultura de mais de 3 metros de altura e mais de 700 quilos pertence ao acervo do Itaú Cultural e ficará exposta no Inhotim até 14 de abril. Depois, o trabalho segue para outras instituições no Brasil

Outras três novas mostras estão em exibição nas galerias temporárias Praça, Lago e Fonte. As exposições foram inauguradas no dia 6 de setembro de 2018 e apresentam obras de importantes nomes da arte contemporânea, como Yayoi Kusama, Robert Irwin, David Lamelas e Paul Pfeiffer. Em fevereiro, o Educativo Inhotim promove visitas temáticas gratuitas pelas novas exposições, dando ao público a oportunidade de conhecer as obras e seus artistas mais profundamente. (ABr)