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Seis startups apresentaram na quinta-feira (7) as soluções desenvolvidas ao longo dos últimos quatro meses, no ambiente de inovação Mining Hub, único hub de inovação aberta do setor de mineração no mundo.

Esses projetos poderão, a partir de agora, ser transformados em negócios, tanto no Brasil quanto no exterior. As soluções foram apresentadas em Belo Horizonte, durante o ‘DemoDay’ (dia de demonstração).

“As startups trabalharam para desenvolver soluções a desafios importantes para a indústria mineral. Foram propostos seis grandes temas de trabalho: eficiência operacional, gestão de água, fonte de energia alternativa, gestão de resíduos e rejeitos, segurança e desenvolvimento social”, explicou a diretora executiva do Mining Hub, Cláudia Diniz.

Cláudia Diniz esteve no DemoDay e apresentou o hub da mineração. “Somos um canal de mineração aberta. Nossa proposta é transformar o setor de forma a levar desenvolvimento e inovação para o presente e o futuro da mineração. No primeiro ciclo, finalizado em junho deste ano, tivemos 15 desafios lançados. Mais de 200 startups aplicaram e, ao final, tivemos 10 provas de conceitos concluídas. Já nesta segunda etapa, foram lançados 14 desafios, mais de 300 startups aplicaram para participar. Seis projetos chegaram ao final do ciclo”, afirmou a diretora do Mining Hub.

Brumer: inovação é a base para um futuro mais promissor – Crédito:
Alisson J. Silva

O presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Wilson Brumer, disse que a iniciativa do Mining Hub é fundamental para o momento que o setor mineral vivencia.

“Inovação pode ser a base para um futuro mais promissor da mineração nacional e internacional, principalmente quando o assunto é segurança operacional. Precisamos desenvolver novas alternativas, novos processos, novas metodologias. Não podemos ter medo de visitar o novo, sem constrangimento. Precisamos reconhecer os erros. Vamos tirar lições dos acidentes ocorridos recentemente para ter uma oportunidade de fazer melhor”, declarou.

Ele lembrou ainda da importância de aproximar a academia do setor produtivo. “O caminho para um futuro mais promissor é unir os jovens empreendedores, as universidades e a cadeia produtiva. Essa junção será primordial para encontrar soluções fundamentais para resoluções dos desafios que enfrentamos na indústria”, analisou.

No Mining Hub, mesmo que os projetos tenham sido desenvolvidos em conjunto e financiados pelas mineradoras, as startups participantes detêm os direitos de propriedade intelectual. Assim, podem oferecer seus serviços e produtos para outras mineradoras e indústrias de vários setores, no Brasil e no mundo. Conheça abaixo as soluções desenvolvidas e aprovadas nesta segunda etapa realizadas entre as startups e mineradoras madrinhas:

• Startup Altave: desenvolveu um sistema composto por um balão cativo móvel com câmera embarcada e sensores dispostos ao longo do perímetro da mina em pontos críticos de invasão. Os alertas gerados pelos sensores e as imagens provenientes da câmera do balão são exibidos aos operadores na central de monitoramento, gerando ações imediatas em caso de suspeita de intrusão. A solução tem como mineradora-madrinha a Samarco;

• Startup LLK: propôs um novo sistema de detecção de rasgos em correias com baixo tempo de resposta e sem ocorrência de alarmes falsos, denominado Radec Visão para a mineradora-madrinha Vale. Utilizando visão computacional, a solução analisa a distância relativa entre as bordas da correia para detectar a ocorrência de rasgos, mesmo sem queda de material;

• Startup Kluber: Com o uso de inteligência artificial associada a sensores específicos, a startup Kluber monitorou para a mineradora-madrinha Lundin Mine, através de sinais existentes e também de novos sinais, a porcentagem real de bolas internamente no moinho, garantindo melhor produtividade e eficiência, além de evitar danos ao revestimento do moinho;

• Startup Fsee Conexões Estratégicas: A mineradora-madrinha Bahia Mineração e a startup Fsee Conexões Estratégicas desenvolveram a Análise Integrada de Indicadores Sociais, tendo como referência o GRI – Global Reporting Initiative, relacionado à Organização das Nações Unidas (ONU) e ao Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), vinculado à Bolsa de Valores de São Paulo. A partir desses indicadores foram desenvolvidos questionários com base nas perguntas dos temas sociais do GRI e ISE a serem aplicadas na empresa e também junto aos seus stakeholders. Em paralelo, foi desenvolvida nova funcionalidade do Sistema de Gestão de Stakeholders para captação da percepção desses sobre a atuação social da empresa/projeto. O cruzamento dos resultados obtidos no preenchimento desses dois questionários (empresa e stakeholder), quando cadastrados no Sistema de Gestão de Stakeholders, apontam os temas sociais que demandam maior esforço da empresa para melhoria da interação social e também os temas aos quais a percepção da comunidade se diferencia do que é feito pela empresa, tanto em uma perspectiva maior ou menor dos stakeholders quanto à interação social real da empresa;

• Startup Kriativar: A startup Kriativar criou uma ferramenta de diálogo e engajamento comunitário, que pudesse engajar a população local com assuntos relacionados à mineradora, representando um canal de escuta mais dinâmico. Foi criado um aplicativo para o usuário poder ver sua localização, enxergar todas as placas da rota de fuga de sua cidade, ver a placa mais próxima de sua localização e descobrir suas missões. A solução foi criada para a mineradora-madrinha Samarco;

• Startup LogPyx : A startup LogPyx desenhou junto com a mineradora-madrinha J.Mendes uma solução para automação de funções de pátio, usando o Revolog Pátio como pilar central. A mineradora tinha o desafio de desafio reduzir o tempo de permanência dos veículos de carga e a fila na entrada da planta de Ferro+. Juntas, trabalharam para vencer este importante desafio. (Da Redação)