Crédito: REUTERS/Henry Romero

Santiago – Recém-empossado, o novo ministro das Finanças do Chile, Ignacio Briones, disse nesta segunda-feira (4) que a economia do país provavelmente crescerá entre 2% e 2,2% em 2019, um redução em relação aos 2,6% estimados anteriormente após mais de duas semanas de protestos na nação andina.

“Vemos o crescimento no final do ano recuar de nossa estimativa anterior de 2,6% a uma faixa de 2% a 2,2%”, disse Briones no palácio presidencial La Moneda.

Em uma entrevista, Briones disse que nas próximas semanas os indicadores econômicos revelarão o impacto total dos protestos. Ele afirmou ainda que o índice de atividade econômica Imacec, que abarca cerca de 90% da economia calculada com cifras do Produto Interno Bruto (PIB), provavelmente ficará entre 0% e -0,5% em outubro, enquanto, em setembro, teve um crescimento de 3%.

Briones, nomeado em uma reforma ministerial do presidente Sebastián Piñera na semana passada, disse em uma entrevista ao Canal 13 que só a coleta do Imposto de Valor Agregado caiu um quarto na semana passada. “No Chile, há um antes e um depois que teremos que computar em tudo”, disse.

Os tumultos foram desencadeados por um aumento nas tarifas do metrô, mas refletiram uma revolta muito maior e já antiga com a incapacidade do governo de alterar o curso econômico do país apesar da desigualdade crescente.

(Reuters)