A Cidade dos Profetas já está com um clima diferente, a Ladeira Histórica, cheia de vida. Os Ipês já floriram pra anunciar a chegada de mais uma edição do Jubileu do Senhor Bom Jesus: a festa da fé, devoção e cultura que começou no último sábado e prossegue até o próximo domingo. São mais 200 anos de tradição, e o Museu de Congonhas estará de portas abertas para receber as centenas de milhares de pessoas que vêm para pedir, agradecer e desfrutar de umas das maiores e mais antigas peregrinações religiosas de Minas Gerais.

Os romeiros e turistas terão a oportunidade de conhecer o Museu de Congonhas gratuitamente até o próximo dia 22, inclusive aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h. Já o Museu da Ladeira está fechado devido a sua localização na Ladeira Histórica, onde as barraquinhas são instaladas.

O Santuário de Bom Jesus de Matosinhos é o principal palco das celebrações religiosas, realizadas pela Reitoria da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, com apoio da Arquidiocese de Mariana. Até a próxima sexta-feira as celebrações acontecem às 6h, 8h, 10h, 15h e às 18h. E no domingo, encerramento da festa, são realizadas missas às 6h, 8h, 10h e 15h (encerramento).

Hoje, o Museu de Congonhas recebe a tradicional Roda de Violeiros, a partir das 20h. O evento reúne músicos e romeiros de Congonhas e região para uma noite agradável que acontece no anfiteatro do Museu. Este ano, durante o período do Jubileu, todos que visitarem o Museu, e quiserem, poderão fazer parte da exposição. A equipe estará preparada para fotografar e projetar a imagem dos visitantes ao final do percurso da visitação.

Outra novidade é a exibição da exposição inédita “Bom Jesus de Matosinhos de Portugal”. A mostra, que reúne imagens do fotógrafo lusitano Sérgio Jacques, celebra a fé, a cultura, a devoção, e sobretudo, a união e geminação entre Congonhas (Brasil) e Matosinhos (Portugal), cidades que cultuam a mesma devoção ao Senhor Bom Jesus. As fotografias registram o Jubileu português dedicado ao Santo, tradicional festividade realizada lá anualmente no mês de junho. A exposição, uma realização da Câmara Municipal de Matosinhos em parceria com a Prefeitura de Congonhas.

A devoção ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos chegou a Minas Gerais com o fiel português Feliciano Mendes, que veio em busca de ouro e, nessa procura, perdeu a saúde. Fez, então, uma promessa ao Bom Jesus e, quando a graça foi alcançada, empenhou-se em construir o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em 1757. Toda essa história é contada no Museu de Congonhas, primeiro museu de sítio do Brasil, criado justamente para fazer a interpretação do Santuário, que é Patrimônio Mundial. (Da Redação)