O segmento de food service nos permite ter uma margem de lucro melhor, afirma Oliveira - Crédito: Divulgação

O segmento de food service, que é aquele que oferece alimentação fora do lar, é uma das principais apostas para os próximos anos da Maricota, indústria de alimentos localizada em Luz, no Centro-Oeste do Estado. A companhia acaba de investir R$ 1,3 milhão em uma nova linha de produtos de salgados voltados para esse segmento. A expectativa é dobrar a representação do food service nas vendas do grupo até 2020.

A estratégia da Maricota segue tendência nacional e internacional: de acordo com a Associação Nacional de Restaurantes, em 2018, o setor cresceu 3,5% em relação ao ano anterior. Já a Euromonitor Internacional afirma que o mercado de alimentação fora do lar deve movimentar R$ 526 milhões até 2022.

“Além de ser uma tendência por causa do comportamento do consumidor, o food service nos permite ter uma margem de lucro melhor. Isso porque nossos produtos ficam pulverizados em diversos estabelecimentos, como lanchonetes e padarias, e não apenas concentrado em alguns grandes varejos”, afirma o diretor comercial da Maricota, Ronaldo Evelande de Oliveira.

De acordo com ele, uma nova linha de produção de salgados foi montada este ano para atender esse mercado de alimentação fora do lar. A companhia investiu R$ 1,3 milhão no desenvolvimento da linha e na aquisição de novos equipamentos, que chegam com tecnologia mais avançada.

“Trata-se de uma linha totalmente automatizada e que, portanto, nos trará eficiência na produção”, diz. A linha está em fase de implementação e deve começar a operar em julho.

Segundo Oliveira, a nova linha de salgados deve incrementar cerca de 40 itens ao portfólio da Maricota, que já conta com cerca de 400. Entre eles estão diferentes sabores de quiches, empanadas e folheados. Além de uma nova cartela de salgados dedicados ao food service, a Maricota criou uma estrutura comercial específica para o setor. A expectativa do diretor é de que os novos investimentos ajudem a empresa a sair dos atuais 300 pontos de venda para 3 mil em até dois anos.

Além disso, a Maricota também deve apostar na exportação desses produtos. A empresa já está presente em diversos países com o pão de queijo, mas com os salgados do food service exporta apenas para a Angola. Segundo o diretor, o grupo deve negociar a exportação dos salgados sem carne, como as quiches de alho poró, para os Estados Unidos.

“Já temos três distribuidores nos EUA, mas a oferta é apenas de pão de queijo. Com essa nova linha vamos oferecer também os salgados sem carne, pois o país tem restrições aos alimentos com carne”, explica.

As perspectivas para a operação como um todo também são positivas, conforme Oliveira. Segundo ele, a Maricota cresceu apenas 3% em faturamento em 2018 em relação a 2017. Mas, este ano, a meta é aumentar em 15% a receita da companhia em relação ao ano passado.

“Embora a economia não tenha dado sinais reais de melhora, já percebemos uma luz no fim do túnel aparecendo. Estamos trabalhando com a capacidade máxima da indústria e voltamos a contratar”, comemora.