Cefet-MG: nos últimos cinco anos os recursos para investimentos caíram de R$ 30 mi para R$ 2,5 mi - Divulgação

O Ministério da Educação (MEC) repassou, no início da semana, recursos na ordem de R$ 25,52 milhões às instituições federais de ensino vinculadas à pasta em Minas Gerais. De acordo com o ministério, o valor relativo ao mês de outubro será aplicado na manutenção, custeio e pagamento de assistência estudantil, entre outros serviços. O montante corresponde a 13,39% do total de R$ 190,54 milhões distribuídos para todo o País. Ao todo, 108 instituições receberam recursos, sendo 17 mineiras, fechando 15,74%.

As 17 instituições no Estado são: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Zona da Mata; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), na Capital; Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IF Triângulo Mineiro) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no Triângulo; Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), no Vale do Jequitinhonha; Universidade Federal de Alfenas (Unifal), Universidade Federal de Itajubá (Unfei), Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IF Sul de Minas Gerais) e Universidade Federal de Lavras (Ufla), no Sul de Minas; Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), na região Central; Universidade Federal de São João Del Rei (UFJS), no Campo das Vertentes; Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG), no Norte de Minas; Instituto Federal do Sudoeste de Minas Gerais (IF Sudoeste de Minas Gerais), no Sudoeste de Minas.

Entre os institutos e centros de educação tecnológica, o IFMG recebeu o maior repasse mensal, com R$ 1.686.203 e o segundo maior no ano até aqui, com R$ 38.598.303. Posições invertidas com o Cefet-MG, que ficou em segundo lugar no mês, com R$ 1.071.053 e primeiro lugar no ano, com R$ 43.228.703.

De acordo com o pró-reitor de administração do IFMG, Leandro Antônio da Conceição, os repasses estão dentro da previsão orçamentária feita no início do ano, porém isso não quer dizer que o Instituto tenha uma vida financeira tranquila. O IFMG tem cerca de três mil alunos e 18 campi espalhados pelo Estado.

“O valor está dentro de estipulado no orçamento anual, mas o montante cobre apenas o custeio, que são despesas fixas. O capital, que é o que temos para investimento, que são obras e compras de equipamentos, é mínimo. Estamos trabalhando com valores de 2014/2015, ao passo que todos os custos subiram e o número de alunos aumentou”, explica Conceição.

No mesmo tom sombrio, o diretor de Planejamento e Gestão do Cefet-MG, Gray Farias Moita, não espera um início de ano fácil em 2019. Nos últimos cinco anos os recursos para investimentos enviados pelo Ministério caíram de R$ 30 milhões para R$ 2,5 milhões. Para piorar o quadro, os recursos captados junto à iniciativa privada além de escassos são de difícil utilização.

“Hoje, tenho uma demanda de R$ 7 milhões para investimento e apenas R$ 1,3 milhão liberado. Temos alguns outros recursos, chamados descentralizados, parados no MEC, sem previsão de chegada. Tudo isso impede que obras sejam tocadas e equipamentos comprados. Mesmo que esse dinheiro saísse hoje, seria difícil, já que novas compras devem seguir processos de licitação, o que exige prazos mínimos estipulados por lei. De outro lado, os mecanismos de captação de recursos junto à iniciativa privada praticamente não ajudam. Falta incentivo para que as empresas invistam e quando alguma quer investir eu não consigo acomodar o recurso no orçamento e assim o valor acaba descontado no total enviado pelo MEC”, lamenta Moita.

Entre as universidades, a UFU foi a com maior repasse em outubro, com o total de R$ 5.034.77. Na soma do ano, está em segundo lugar, com R$ 99.744.467, atrás da UFMG, que recebeu – até agora – R$ 154.021.557.