Posição ocupada por Belo Horizonte este ano representa melhoria em relação ao ranking de 2018, quando a cidade estava na 8ª posição - Crédito: Divulgação

Minas Gerais tem nove cidades entre as 100 melhores para fazer negócio no Brasil, segundo ranking anual produzido pela Urban Systems e divulgado na última semana. Belo Horizonte é a cidade com o melhor resultado no Estado e ocupa a 7ª posição. Liderando o interior se destaca Uberaba, no Triângulo Mineiro. A cidade deu um salto em relação ao ranking anterior e, em um ano, saiu da 49ª posição para a 39ª.

O ranking “Melhores Cidades para Fazer Negócios” é um estudo produzido anualmente para a revista “Exame”. Ele avalia as cidades mais atrativas para o desenvolvimento de negócios, considerando condições e infraestrutura disponíveis. A pesquisa também traz quatro recortes, ranqueando as melhores cidades em relação ao desenvolvimento econômico; ao capital humano; ao desenvolvimento social e à infraestrutura.

No ranking geral, São Caetano do Sul, no interior de São Paulo, ocupa a primeira posição, como a melhor cidade do País para fazer negócios. Belo Horizonte está em 7º lugar, perdendo para outras três capitais: Vitória (2º); São Paulo (3º) e Porto Alegre (6º). A posição ocupada por Belo Horizonte este ano representa melhoria em relação ao ranking de 2018, quando a cidade estava na 8ª posição.

Para o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico de Belo Horizonte, Claudio Beato, o resultado pode ser explicado por um trabalho conjunto das secretarias para simplificar os processos e promover o desenvolvimento econômico, humano e social.

“Entendemos que uma cidade ideal para se fazer negócios tem uma boa estrutura de saúde, boa oferta de capital humano, infraestrutura e conectividade. Temos trabalhado nesse sentido e estamos nos posicionando sempre entre as melhores capitais para se fazer negócio”, frisa.

Interior – Já Uberaba lidera o interior de Minas e ocupa a 39ª posição. O salto de 10 posições em relação ao ranking do ano passado é comemorado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação de Uberaba, José Renato Gomes. “Esse resultado nos estimula e, ao mesmo tempo, nos dá mais responsabilidade. O destaque não nos dá conforto: queremos crescer mais”, afirma.

Para o secretário, o bom desempenho no ranking é fruto de uma série de ações para desburocratização dos processos para investimento na cidade e diversos incentivos ao setor produtivo. Como exemplo ele cita a Lei de Incentivo, criada no município em 2014, que dá transparência e agilidade à concessão de benefícios às empresas que querem se instalar em Uberaba.

“A lei estabelece 12 critérios para oferecer incentivos. Essa análise gera uma pontuação que determina os benefícios, como isenção de IPTU até 10 anos, doação de área, isenção de ISS na obra, entre outros”, detalha. Além disso, o secretário afirma que o município tem uma Comissão de Desburocratização, que ajuda a melhorar os processos para a formalização das empresas e outros serviços relacionados à atividade produtiva. “Nosso recorde é a abertura de uma microempresa em 12 minutos”, completa.

O secretário também cita a construção da Sala Mineira do Empreendedor, que foi criada em Uberaba e, posteriormente, aplicada em diversos municípios no Estado. Trata-se de um ambiente onde o empresário consegue fazer diversos serviços, sem precisar ficar se deslocando de um lugar para o outro.

“Em Uberaba nós estendemos tapete vermelho para o pequeno empresário que está na cidade e para o grande que pode chegar. Até porque não adianta trazer grandes companhias, se não tivermos as médias e as pequenas para completar a cadeia de fornecimento”, frisa.

As demais cidades mineiras ranqueadas entre as 100 melhores cidades do País para fazer negócios são:

• Uberlândia, Triângulo Mineiro (46º)

• Lavras, Sul de Minas (50º)

• Pouso Alegre, Sul de Minas (56º)

• Poços de Caldas, Sul de Minas (71º)

• Araxá, Alto Paranaíba (80º)

• Divinópolis, Centro-Oeste (85º)

• Patos de Minas, Alto Paranaíba (93º)

Recortes da pesquisa – No recorte que analisa o desenvolvimento econômico, a pesquisa considera 15 indicadores relacionados aos setores econômico, financeiro e de transporte das cidades. Alguns exemplos desses indicadores são: PIB per capita; crescimento de empregos formais; crescimento de MEI; gestão fiscal e crescimento de frota de automóveis.

Nesse ranking, o Estado de Minas Gerais é representado por oito cidades entre as 100 melhores. Belo Horizonte lidera novamente, mas com uma queda brusca em relação ao ano passado. A Capital saiu da 4ª para a 14ª posição.

No interior os destaques são Pouso Alegre, que ocupa a 15ª posição, e Uberaba, que em 2018 sequer aparecia no ranking, mas esse ano está na 21ª posição. Também aparece entre as 100: Lavras (70º); Araxá (79º); Juiz de Fora (83º), na Zona da Mata; Varginha (94º), no Sul de Minas; e Ibirité (98º), na região Central.

Na análise de capital humano são considerados 10 indicadores em três áreas: economia, educação e sociodemográfico. Entre eles estão: população economicamente ativa; expectativa de anos de estudo; crescimento de empregos formais com ensino superior; matrículas no ensino superior e despesa municipal com educação. Apenas seis cidades mineiras estão entre as 100 melhores no País.

Mais uma vez a capital mineira lidera o ranking no Estado, saindo do 16º lugar, no ano passado, para o 14º lugar este ano. Claudio Beato afirma que essa melhora está relacionada ao crescimento do emprego formal, da renda do trabalhador formal e à vocação da cidade na área de educação superior.

“O ensino superior é um ponto forte de Belo Horizonte, que conta com a UFMG, uma das melhores universidades do Brasil, a PUC, que é a maior universidade católica e a Fundação Dom Cabral, melhor escola de negócios da América Latina”, frisa.

As demais cidades são Lavras (36º); Betim (57º), na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); Uberlândia (77º); Juiz de Fora (91º); e Uberaba (92º).

Outro recorte é a análise do desenvolvimento social, que é baseada em nove indicadores sociodemográficos, de educação, de saúde e segurança. Alguns deles são: população extremamente pobre; taxa de alfabetizados; índice de coleta de esgoto e homicídios com arma de fogo por habitantes. Nesse ranking, 14 cidades mineiras apareceram entre as 100 melhores, mas o destaque é de Araxá, que subiu da 51ª para a 17ª posição.

Esse foi o único ranking em que a capital mineira ficou fora das 20 melhores cidades, ocupando a 54ª posição. Também estão na lista Ipatinga (22º), no Vale do Aço, Uberlândia (42º); Ituiutaba (43º), no Triângulo; Lavras (51º); Pouso Alegre (62º); Montes Claros (69º), no Norte de Minas; Uberaba (75º); Conselheiro Lafaiete (80º), na região Central; Passos (83º), no Sul do Estado; Betim (86º); Muriaé (88º), na Zona da Mata; e Contagem (99º), na RMBH.

O último ranking trazido pela pesquisa analisa a infraestrutura das cidades com base em oito indicadores de saneamento, transporte, telecomunicação e energia. Alguns deles são: índice de atendimento urbano de água; conectividade dos aeroportos e população em domicílio com energia elétrica. Nesse ranking 10 cidades mineiras aparecem entre as 100 melhores do Brasil.

A cidade melhor colocada em Minas Gerais é Uberlândia, que saiu da 20ª posição para a 7ª. Belo Horizonte também está entre as 20 primeiras, mas em movimento de queda: a Capital saiu da 6ª para a 19ª posição. Também estão entre as 100 melhores: Uberaba (25º); Governador Valadares (46º), no Rio Doce; Poços de Caldas (64º); Divinópolis (74º); Juiz de Fora (76º); Patos de Minas (81º); Araguari (89º), no Triângulo Mineiro; e Muriaé (96º).