Crédito: Danilo Grimaldi / FOTOSITE

Começou nessa terça-feira (22) e vai até sexta-feira (25), a 25ª edição do Minas Trend, que acontece no Expominas, na Gameleira, região Oeste de Belo Horizonte.

O evento é considerado o maior salão de negócios de moda da América Latina e terá a indústria têxtil como sua principal estrela. A última temporada do ano, com o tema “Tecendo o futuro”, vai apresentar as coleções outono/inverno 2020.

São 20 mil metros quadrados que abrigam 272 estandes e 223 marcas, sendo 70 delas estreantes no salão. De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, o Minas Trend está pronto para se tornar uma plataforma de lançamento de inovações de toda a indústria mineira.

“Vamos aproveitar a visibilidade que a moda traz para, já na próxima edição, fazer do evento um salão para o lançamento de produtos industriais sem, necessariamente, relação com a moda”, explica Roscoe.

Sem revelar a expectativa de negócios dentro do salão, já que as negociações iniciadas lá podem se estender ao logo dos meses subsequentes, o executivo destaca que a movimentação econômica também se espalha pela cidade.

Além dos gastos mais óbvios em hospedagem, alimentação e transporte feito pelos visitantes, também existem as compras feitas – principalmente no polo de moda do Barro Preto, na região Centro-Sul.

“Tecendo o futuro”, segundo o designer mineiro Rogério Lima, que assina a direção criativa do Minas Trend, diz respeito a uma moda que tem um grande poder de comunicação e pode ser determinante na busca por um modo de produzir e um consumo mais responsável.

O algodão, principal insumo da indústria têxtil, é o grande protagonista desta edição e funcionará como um fio condutor que conecta todas as atividades do Minas Trend.

“O grande desafio na escolha do tema vem, exatamente, da gente poder falar dos segmentos industriais. Temos uma cadeia de indústria fantástica e a moda vende tudo. Então, por que não falar de cada segmento da indústria? O primeiro segmento que escolhi foi o de vestuário pela relevância que ele tem perante a moda e aí vamos passando para outros segmentos com mais facilidade. A ideia de tecer o futuro vem muito dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), da ONU. Precisamos parar agora, acabar com as divergências, sentar e conversar para podermos ter um mundo melhor”, afirma Lima.

A cadeia produtiva da indústria da moda é a segunda maior empregadora do Estado, representando 12,2%. Ao todo, são 9 mil empresas e mais de 127 mil postos de trabalho.

Fiemg Competitiva – Marcas estreantes no negócio puderam contar com o apoio do programa Fiemg Competitiva, que as habilita para receber possíveis compradores. O projeto fomenta e desenvolve os pequenos negócios do segmento, a partir do financiamento de investimento com estande e da preparação das lideranças empresariais.

As capacitações são nas áreas técnicas com consultorias em administração, processo produtivo, mercado, exigências regulatórias e desenvolvimento tecnológico.

Para esta edição, o Fiemg Competitiva atendeu 43 marcas expositoras dos segmentos vestuário (16), joias e bijuterias (16), além de Bolsas e Calçados (11).

Dessa vez a novidade é o crescimento da participação do segmento de lingerie e moda praia no salão de negócios, com inclusão de marcas dos polos de Juruaia, no Sul de Minas, e de Taiobeiras, no Norte do Estado.

“Para trazer um novo segmento para o evento tem que existir um projeto de compradores para ele. Existem várias demandas, os segmentos pedem. O setor de jeans, por exemplo, é forte e ávido por entrar. Já esteve presente algumas vezes mas ninguém se prontificou a trazer os compradores. Na próxima edição queremos trazê-lo com esse projeto”, afirma o diretor criativo do Minas Trend.

“O Fiemg Competitiva é uma iniciativa importantíssima para o fomento da indústria da moda no Estado e para o desenvolvimento dos pequenos negócios. Por meio dele, temos a oportunidade de oferecer uma capacitação completa a esses empresários e suas equipes, um bem intangível, que vai muito além de sua participação no Minas Trend. Temos o compromisso de apoiar as empresas do setor e seus sindicatos para fortalecer, cada vez mais, a indústria e torná-la competitiva, contribuindo para o desenvolvimento econômico do Estado e para a geração de novos negócios e oportunidades”, completa o presidente da Fiemg.

São esperados mais de 15 mil visitantes, entre eles 800 compradores dedicados através da própria Fiemg e pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Além deles oito empresas dos segmentos de vestuário, calçados, bolsas e bijuterias, de países como Argentina, Polônia, Paraguai, Reino Unido e EUA estarão presentes.

Mais novidades – O Minas Trend sedia a quarta edição do Congresso Internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), abordando o tema “Fim das Fronteiras: da criação ao consumo”.

“O Congresso Nacional da Abit é uma agenda de grande relevância para o setor têxtil de uma forma geral. Trazer esse evento para o nosso Estado, em paralelo à programação do Minas Trend, reforça a união de esforços de toda a cadeia produtiva para vencer os desafios e impulsionar o segmento nesse momento de retomada econômica”, avalia.

O interior do Estado também recebeu atenção especial, recebendo uma extensão das atividades da plataforma. Entre 14 de outubro e 9 de novembro, Tiradentes, no Campo das Vertentes; Ouro Preto, na região Central; Itaúna, na região Centro-Oeste; e Uberaba, no Triângulo; receberão uma programação com oficinas, palestras e desfiles gratuitos.

Ao comemorar 185 de atividades em Minas Gerais, a AngloGold Ashanti não só patrocina o evento como apresenta em uma exposição especial a sua história, o processo de produção de outro e a coleção exclusiva de joias Auditions Brasil, concurso de design de joias que já revelou diversos talentos.

“Antes de o ouro virar joia, ele passa por uma mineração responsável, então o Minas Trend é uma oportunidade extremamente propícia para essa reflexão. Dizem que a mineração é uma atividade de uma só safra, mas, no nosso caso, essa safra já dura 185 anos. Temos os olhos voltados para o futuro para que ela continue trazendo desenvolvimento de forma responsável por muito mais tempo”, pontua o diretor-presidente da AngloGold Ashanti, Camilo Farace.