A receita bruta cresceu 54%, superando a marca de R$ 1 bilhão no trimestre, e o Ebtida evoluiu 61%, atingindo recorde de R$ 192 milhões - Crédito: Divulgação

A Movida concluiu o terceiro trimestre de 2019 com o Lucro Líquido de R$ 60 milhões, que corresponde a um crescimento de 45,8% na comparação com o balanço do ano anterior.

O EBITDA também apresentou expansão nas margens de todas as linhas de negócios, com aumento consolidado de 51% na margem de serviços e o maior valor já registrado pela companhia, com R$191,8 milhões.

A margem líquida foi a melhor da empresa, atingindo 16% com evolução de 2,6 pontos percentuais frente ao 3T18. Além disso, pela segunda vez consecutiva, a receita bruta ultrapassou R$1 bilhão de reais, com aumento de 54% frente 2018, impulsionada principalmente pela expansão de 92,6% na receita de Seminovos.

Para o CEO da Movida, Renato Franklin, o crescimento dos últimos nove trimestres aponta para um sólido avanço sustentável fundamentado em uma genuína eficiência operacional. “Esses resultados são fruto de uma equipe de alta performance, que atua com foco na satisfação do cliente e na rentabilidade dos negócios”, comenta.

Estruturalmente, a Movida também cresceu. Com uma demanda aquecida, a frota superou a marca de 110 mil carros, sendo 71 mil carros alocados em Rent-A-Car e 39 mil em Gestão e Terceirização de Frotas. A quantidade de carros operacionais de RAC aumentou 16,9% no período, com destaque para pessoas físicas e produtos mensais, que ampliam a recorrência e a fidelidade dos clientes.

Já o crescimento de GTF se manteve, em sua maioria, em contratos de pequenas e médias empresas, que tendem a ser beneficiadas por uma possível retomada da economia. A frota total superou a operacional em 8 mil carros, sinalizando um crescimento futuro já contratado.

A Margem EBTIDA do RAC evoluiu 6,2 p.p. na comparação com o terceiro trimestre de 2018, atingindo 45,7%, enquanto que a do GTF cresceu 35,6%, Foram abertos ainda mais 10 pontos de atendimento desde outubro de 2018, quatro voltados para o RAC e seis para seminovos, sendo que a maioria desses locais possuem estruturas conjuntas, gerando um maior potencial de diluição dos gastos fixos.

A contínua evolução da área de Seminovos foi um dos principais fatores que contribuiu para essa ampliação estrutural. O número de carros vendidos cresceu 82,7%, saltando de 7.959 no terceiro trimestre de 2018 para 14.543 no mesmo período de 2019, volume compatível com o giro da frota atual.

Essa performance, somada à recuperação da margem bruta para níveis acima de 4% e a melhor margem EBITDA desde o IPO em 2017 (-0,5% no trimestre com evolução de 6,3 p.p. ano a ano e 1,3 p.p. trimestre a trimestre), permitiu chegar mais próximo do ponto de equilíbrio, o melhor resultado dessa linha de negócios desde a abertura de capital e em linha com o objetivo estratégico de empresa.

“E ainda há muito espaço para melhorar nos nossos indicadores unitários e trazer consequentemente expansão de margens em todas as linhas. Acreditamos que o setor corporativo de RAC, por exemplo, ainda terá um crescimento mais acentuado com o reaquecimento da economia brasileira, possivelmente concentrado nos próximos trimestres. E seguimos focados no propósito de nos tornarmos a melhor plataforma de mobilidade do Brasil”, completa Franklin.

A companhia terminou o terceiro trimestre de 2019 com R$ 1,6 bilhão de caixa. Como parte da estratégia de melhoria continua da estrutura de capital, desde o primeiro semestre a empresa mantém o prazo médio da dívida em torno de três anos. A operação de follow-on concluída em julho, que totalizou R$832,5 milhões, sendo R$ 514 milhões na primária, contribuiu para apresentar a menor alavancagem já registrada, chegando a 2,3x dívida líquida/EBITDA e permitirá um crescimento adicional. Considerando esse resultado e a atual curva de juros da economia brasileira, há espaço para aumentar a alavancagem e capturar ainda mais o crescimento do setor, que segue impulsionado pela baixa penetração e pela transformação cultural, e deve se beneficiar ainda mais com a retomada da atividade econômica.