A partir da rede adquirida da Cemig Telecom, a American Tower desenvolverá uma infraestrutura de fibra, diz Gomes - Crédito: Leonado Borges

A operadora de telefonia Vivo fechou uma parceria com a American Tower para impulsionar a expansão da banda larga de ultravelocidade, a Vivo Fibra, para mais de 40 municípios mineiros – o equivalente a 800 mil casas – espalhados por todas as regiões do Estado.

A American Tower está presente no Estado desde a aquisição da rede da Cemig Telecom no ano passado. De acordo com o diretor da Vivo em Minas Gerais, Renato Gomes, com a estrutura já pertencente à American Tower será possível levar a fibra para diferentes regiões do Estado sem a necessidade de instalação de novos clusters, o que dá ganho de velocidade à operação.

A primeira cidade implantada nesse modelo será Barbacena, na região do Campo das Vertentes, com o lançamento para dezembro próximo. Em 2020, serão mais 16 cidades: Alfenas, Guaxupé, Passos e São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas; Arcos, Formiga, Itaúna, Nova Serrana e Pará de Minas, na região Centro-Oeste; Conselheiro Lafaiete, na região Central; Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Montes Claros, no Norte de Minas; Paracatu, no Noroeste de Minas; Patos de Minas, no Alto Paranaíba; Ubá e Viçosa, na Zona da Mata.

Hoje, a Vivo já oferece banda larga em 15 cidades no Estado: Betim e Contagem, na RMBH; Sete Lagoas, na região Central; Coronel Fabriciano; Ipatinga e Timóteo, no Vale do Aço; Governador Valadares, no Vale do Rio Doce; Pouso Alegre e Poços de Caldas, no Sul de Minas; Divinópolis, na região Centro-Oeste; Uberlândia e Uberaba, no Triângulo; Juiz de Fora e Varginha, na Zona da Mata; além da Capital.

“A partir da rede adquirida da Cemig Telecom, a American Tower desenvolverá uma infraestrutura de fibra. E a Vivo seguirá sendo a responsável por levar a fibra até a casa do cliente, o que permitirá garantir a melhor experiência de conexão, som e imagem, mantendo os padrões atuais da companhia. Nesse sentido, Minas Gerais tem uma vantagem, pois com a rede já instalada o processo ganha velocidade. Isso permite que atuemos em muitas regiões ao mesmo tempo”, explica Gomes.

Franchising – O segundo modelo de expansão dos serviços da vivo é o franchising, através da marca Terra Fibra. O modelo, desenhado para atender cidades entre 20 mil habitantes e 50 mil habitantes e também bairros ou regiões periféricas de grandes centros urbanos, exige investimento médio inicial entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões, com retorno previsto para 48 meses.

“Nosso objetivo é contribuir fortemente para a digitalização do Brasil e, em especial, de Minas, nosso segundo maior mercado. Hoje, estamos em 834 cidades do Estado, inclusive em algumas das menores. É certo que o nosso modelo de franquia tem muita aderência com o interior do Estado e o franqueado conta com todo o nosso portfólio e suporte”, afirma o diretor da Vivo em Minas Gerais.

O Terra conectado por Vivo Fibra terá início oficial em 20 de novembro na cidade de Águas Lindas de Goiás, no interior do Estado, e atenderá cerca de 80% de cobertura do município. O cronograma da operadora prevê cerca de 500 localidades para os próximos três anos. Com a iniciativa, a Vivo pode somar mais de 1 milhão de domicílios cobertos com fibra, pelos franqueados, aos 15 milhões já previstos pela expansão própria da companhia, até o final de 2021.

A expectativa é de que a expansão da fibra ajude a diminuir a carga sobre as outras tecnologias de conexão como o 3G e o 4G, inclusive na Capital. Em dezembro será a vez do Belvedere e Santa Lúcia, na região Centro-Sul.

“A fibra permite um outro tipo de uso da banda larga. Hoje as pessoas usam o 3G e o 4G dentro de casa. Com a fibra elas vão poder integrar serviços, ampliar os usos e otimizar o uso das tecnologias. Assim diminuir a competição por espaço dentro das bandas, tornando o uso mais racional e melhorando a experiência”, completa o executivo.