Jovens vão cantar músicas de sucesso ao lado do consagrado grupo Ponto de Partida - Crédito: Studio Cerri/ Divulgação

Adolescentes que fazem parte do Instituto Árvore da Vida (IAV) apresentam nesta quarta-feira, às 19h30, o espetáculo “Por Isso Que Eu Canto” no Cine Theatro Brasil, para comemorar 15 anos de atividades do Instituto, que resultaram em empoderamento social. A apresentação conta com a parceria artística do grupo Ponto de Partida. O musical tem como fio condutor a trajetória, sonhos, desejos e alegrias dos jovens da comunidade do Jardim Teresópolis, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A entrada é gratuita com ingresso disponível pelo Sympla.

Em única apresentação, 47 adolescentes, juntamente com o Ponto de Partida, dão voz a 15 músicas já consagradas, cuidadosamente selecionadas e preparadas para encantar o público. O setlist conta, por exemplo, com “No Balanço do Balaio” de Vander Lee; “Só Eu Sou Eu” de Marcelo Jeneci; e “Baila Comigo” de Rita Lee. Os ensaios ocorreram ao longo de cinco meses, período que marcou uma experiência transformadora, tendo a arte como ponto central. Regina Bertola, diretora e criadora do Ponto de Partida, conta que os próprios adolescentes foram a inspiração para a criação do espetáculo. “Foi concebido para falar deles. Quem são, de onde vêm, o que sentem, com o que sonham, por que é vital conquistarem uma voz. O roteiro musical funciona como um texto dramático e as letras são essenciais para que o público perceba a história que se apresenta”, explica.

O desenvolvimento social da comunidade é o que move o Instituto, que nasceu como projeto social Árvore da Vida desenvolvido pela Fiat Chrysler Automobiles (FCA) no Jardim Teresópolis, região localizada em frente ao Polo Automotivo Fiat, em Betim. Ele criou raízes sólidas e agora cresce de forma autônoma. Há dois anos, seguindo um percurso de amadurecimento e protagonismo, o projeto transformou-se no Instituto Árvore da Vida (IAV), uma associação sem fins lucrativos composta e gerida por membros da própria comunidade. “Promover o desenvolvimento socioeconômico e cultural da região sempre fez parte do nosso objetivo e, mais do que investimento em educação, é um investimento nas pessoas, que são protagonistas de toda a história que o musical conta”, diz o diretor de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da FCA para a América Latina, Fernão Silveira.

Para a gerente de Projetos do Instituto Árvore da Vida, Maiara Wenceslau, o espetáculo diz muito sobre as conquistas ao longo dos 15 anos. “Retrata toda a dedicação e trabalho e mostra os jovens nos papeis principais de suas vidas. É um exemplo de como a música é transformadora e capaz de criar uma conexão entre o individuo e sua máxima potência”, conta Maiara, ao destacar a importância das oficinas de violão, percussão e canto coral realizadas pelo IAV. Para Luciana Costa, coordenadora de Sustentabilidade da FCA para a América Latina, o engajamento da comunidade tem sido fundamental para a conquista de resultados, que refletem o desejo por um mundo melhor. “O Árvore da Vida se traduz em um diálogo muito franco e próximo entre a comunidade e empresa, que entende seu papel de contribuir com o desenvolvimento social. Completar os 15 anos é um marco muito significativo e esse é um momento de alegria e celebração coroado pelo espetáculo”, frisa.

Histórico – Em 15 anos, o Árvore da Vida beneficiou mais de 22 mil moradores da região do Jardim Teresópolis, com projetos voltados para atividades socioeducativas, capacitação profissional e apoio ao empreendedorismo e ao desenvolvimento comunitário. O salto obtido no índice de aprovação escolar de alunos que participam do Árvore da Vida é um dos indicadores do sucesso da iniciativa. O índice, que era de 71% em 2004, chegou a 96% em 2018. A mesma conquista foi percebida no que se refere à permanência na escola. Em 2004, 84% dos alunos do projeto frequentavam a escola. Em 2018, esse percentual atingiu 100%. Além disso, os adolescentes que participam ou participaram do Árvore da Vida têm 3,6 vezes mais chance de continuar a estudar e uma probabilidade 4,8 vezes maior de se formar num curso superior.Em 2019, 680 adolescentes de 11 a 16 anos participam das ações, que incluem oficinas de violão, percussão, canto coral e formação humana, ministradas por oito formadores das áreas de Música e Psicologia. (Da Redação)