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14/11/2013

BNI propõe troca de experiências

Daniela Maciel
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O mercado globalizado impôs às empresas e profissionais um nível de competição inédito. Para continuar no mercado e crescer, muitos encontraram em uma palavra aparentemente contraditória, "colaboração", a saída.

Criado nos Estados Unidos, em 1985, chega a Belo Horizonte o Business Network International (BNI). O sistema consiste em ajudar empresários e profissionais liberais a ampliarem seus negócios através do marketing boca a boca, em que os membros trocam referências entre si e indicam-se uns aos outros.

De acordo com a diretora assistente do BNI Brasil em Belo Horizonte, Karymi Maluf, os futuros membros normalmente são convidados a conhecer o sistema e quando se interessam em participar passam por uma avaliação de perfil. "Formamos grupos com no mínimo 20 pessoas de diferentes setores e atividades. Cada profissional tem exclusividade no seu ramo. Se temos, por exemplo, um advogado trabalhista, ele é o único no grupo, outro advogado só poderá entrar se for de outra área", explica Karymi Maluf.

A ideia é que, depois de formados os grupos, sejam eleitos coordenadores periodicamente e estes criem autonomia de trabalho. As reuniões são realizadas em espaços cedidos e o café é "financiado" pelos participantes. "Todo o trabalho é em forma de indicação. Você nomeia quem você gostaria de conhecer para fazer negócios. Você liga em nome da pessoa que te indicou para abrir as portas. O BNI não ganha comissão", avalia.

As reuniões semanais são feitas sempre antes do expediente. " a hora que o telefone não toca, a reunião não atrasou, o trânsito não ficou insuportável. A ideia é não atrapalhar o dia de trabalho. Reunimos quem tem uma visão diferente, fugindo do comum. No horário que os outros estão dormindo, nós estamos fechando negócios. Cada um se torna um vendedor qualificado e gratuito para os demais", afirma.

A expectativa é de que em pouco tempo, Belo Horizonte se torne uma referência e centro de treinamento da BNI para todo o Estado, que pode abrigar mais de 200 grupos. "O mineiro tem um perfil mais desconfiado, fechado para o desconhecido, entretanto receptivo quando um fornecedor ou prestador de serviço é apresentado por alguém de confiança. O nosso sistema, então, vem a calhar com essa característica", analisa.

O BNI chegou ao Brasil em 2009, começando as atividades em São Paulo, onde já existem 20 grupos operantes que reúnem 481 membros no total. De outubro de 2012 a setembro de 2013 deste ano, os participantes do BNI Brasil passaram mais de 16 mil referências, que significaram cerca de R$ 22,1 milhões em negócios.



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