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Agronegócio

30/07/2015

Casemg investe em inovação e pretende ampliar mercado

Empresa mantém em teste máquina carregadora de contêiner a granel
Michelle Valverde
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Casemg quer construir armazéns na região do Matopiba/Divulgação
A Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg) está investindo em inovação e melhoria dos processos internos. Neste ano, a equipe técnica da empresa estatal desenvolveu uma máquina carregadora de contêiner a granel, que enche um contêiner com aproximadamente 26 toneladas de grãos a granel em menos de 15 minutos, reduzindo os custos através do ganho em eficiência.

Outro projeto, ainda em fase de análise, se refere à expansão da empresa para outros estados. A ideia é investir na construção de unidades armazenadoras na região do Matopiba, composta pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

De acordo com o diretor Técnico Operacional da Casemg, José Carlos Alves Borges, os projetos são inovadores e trarão bons resultados para a empresa. A máquina estufadora de contêineres foi desenvolvida pela equipe da Casemg e está em uso na unidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro. Com capacidade de encher um contêiner de 26 toneladas de grãos a granel em menos de 15 minutos, a máquina tem grande potencial de mercado. Por enquanto o equipamento é de uso interno e poderá ser instalado nas demais unidades da companhia, mas está sendo avaliado uma forma de fabricar e comercializar o produto.

O projeto desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Uberaba permitiu o uso de 100 mil metros quadrados do Porto-Seco do Triângulo (Eadi) para o estacionamento de contêineres na área que estava sem uso. Antes da parceria, o terminal de cargas recebia os contêineres cheios e os devolvia ao Porto de Santos vazios. Com a nova modalidade de transbordo rodoviário, apresentada pela Casemg, o Eadi Uberaba devolve aos portos os contêineres carregados de grãos, já com desembaraços alfandegários e prontos para serem despachados por navio, eliminando etapas da burocracia de exportação de commodities.

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Soja - No primeiro semestre foram testados o transporte de soja, milho e farelo, mas ainda estão sendo feitos testes com outros produtos que possam utilizar o sistema de transporte.

"A máquina, além da facilitar o trabalho, agilizou e aproveitou o retorno dos contêineres ao Porto de Santos já carregados com grãos. O transporte em contêineres é tendência mundial por facilitar a exportação em unidades menores, em vez de abastecer os porões de grandes navios. Além da maior agilidade, o processo também reduz custos com logística, que é um dos maiores problemas enfrentados no País, que retira a competitividade dos produtos. Com essa operação o custo é menor devido ao aproveitamento dos contêineres", ressalta Borges.

Outra ação considerada importante para reforçar a atuação da Casemg é o projeto, ainda em análise, de abertura de unidades de armazenamento em Matopiba. Segundo Borges, o interesse da empresa pela região se deve ao grande potencial produtivo de grãos.

O projeto, segundo ele, ainda está em fase de avaliação, mas a ideia é implantar oito unidades armazenadoras na região de Matopiba fomentando o sistema de logística e escoamento da produção agrícola com a ampliação da infraestrutura de transbordo e armazenamento.

Boas práticas de armazenamento

O diretor Técnico Operacional da Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg), José Carlos Alves Borges, diz que os trabalhos desenvolvidos dentro das unidades da companhia para a implantação do Sistema de Boas Práticas de Armazenamento (SBPA) rendem bons frutos. Após 17 anos de trabalho, a estatal lançou um manual de orientações.

A implantação do SBPA traz vantagens diversas para as unidades, como a redução dos custos, das perdas e maior agilidade nos processos de certificação. De acordo com o diretor técnico, as normas de boas práticas, em muitos casos, são fáceis de implantar e trazem benefícios importantes para as unidades armazenadoras, tanto estatais como particulares.

Uma vez implantado o sistema, as unidades passam a atender os requisitos técnicos obrigatórios para obter a Certificação de Unidades Armazenadoras em Ambiente Natural e outros protocolos facultativos de controle de qualidade, que são bem avaliados no mercado mundial como as certificações GMP, Rainforest Alliance, UTZ Certified, entre outras.

"As normas são fáceis de ser implantadas e agilizam os processos de certificações, reduzem as perdas, aprimoram e orientam a gestão das unidades armazenadoras atendo a legislação vigente no país e a demanda do mercado", observa Borges.

A Casemg conta com capacidade estática superior a 420 mil toneladas, representando 16% da rede efetiva de armazenamento de Minas Gerais. Os estudos feitos pela companhia mostram que a capacidade armazenadora está em equilíbrio com a produção estadual.

Os armazéns da Casemg estão localizados em Araguari, Capinópolis, Ituiutaba, Monte Carmelo, Patrocínio, Uberaba, Uberlândia, Patos de Minas e Unaí. Os principais produtos recebidos pela estatal são açúcar, adubo, café, farelo, feijão, milho, semente, soja, sorgo e trigo. (MV)

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