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20/05/2016

Startup Fofuuu propõe fonoaudiologia hi tech

Thaíne Belissa
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Chinardi e Trícia Araújo: plataforma similar ao Netflix/Divulgação
Eles são coloridos, têm desenhos animados e funcionalidades divertidas que chamam a atenção de qualquer criança. À primeira vista, os games da startup Fofuuu (www.fofuuu.com) são parecidos com a maioria dos jogos disponíveis na internet. Mas é só observá-los por alguns segundos para entender seu diferencial: foram pensados não só para a diversão, mas também para o desenvolvimento de exercícios fonoaudiológicos. Fundada em São Paulo por dois designers, a empresa venceu a primeira edição do Biostartup Lab, programa de pré-aceleração de startups de ciências da vida, promovido pela Biominas e pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas).

O cofundador da Fofuuu, Bruno Chinardi, explica que a startup surgiu a partir de um game produzido para a campanha de marketing de uma empresa do segmento farmacêutico. A ideia era divulgar um novo produto de forma divertida, então ele e a sócia, Trícia Araújo, criaram um jogo de corrida de barcos, onde os barcos eram movimentados pelo sopro dos jogadores. O game acabou chegando às mãos de uma amiga dos sócios, que é fonoaudióloga, e que se interessou em utilizá-lo como ferramenta em seus tratamentos.

“Isso despertou nosso interesse para o segmento. Nos perguntamos porque nossa amiga ficou tão interessada no jogo que estimula o sopro e começamos a pesquisar o que existia de ferramenta para os exercícios fonoaudiológicos. Percebemos que essa é uma área carente de tecnologia e que a maioria dos profissionais utiliza instrumentos como canudos e apitos que não despertam o interesse das crianças”, relata. Inspirados por essa ideia, os sócios passaram a desenvolver vários jogos que ajudam as crianças na função do sopro, no treinamento de fonemas, de graves e agudos.

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Com um investimento de mais de R$ 50 mil, que inclui verba própria e recursos provenientes de um concurso de jogos independentes, os sócios foram trabalhando na ideia e construíram uma plataforma que abriga todos os jogos. A ideia, segundo Chinardi, é comercializar uma assinatura dessa plataforma no mesmo modelo do Netflix, e não vender os jogos separadamente. Além de ser alimentada com games diferentes, a plataforma ainda permitirá a criação de rotinas de exercício para o paciente, assim como o acompanhamento dessa prática. A expectativa é de que a plataforma seja lançada em 2017 e ofereça planos que vão do gratuito até R$ 30 mensais.

O cofundador explica que a definição do modelo de negócios da Fofuuu só foi possível por meio da pré-aceleração no Biostartup Lab. “Foi no Lab que a gente entendeu a complexidade do produto. Percebemos que tínhamos três públicos: as crianças, os pais e os fonoaudiólogos e começamos a adaptar o produto pensando em todos eles”, diz. Segundo Chinardi, a ideia é que o fonoaudiólogo utilize a plataforma como ferramenta, mas não pague por ela: o profissional vai apenas indicar a tecnologia para os pais, que vão optar por assinar ou não.

O sócio está otimista com o lançamento da plataforma: segundo ele, há uma lista de 450 pessoas esperando por isso. Ele lembra que essa é uma área totalmente inovadora, o que dificulta as previsões de desempenho financeiro. Mas, ainda assim, arrisca dizer que a Fofuuu tem potencial para atingir 200 mil usuários em um período de cinco anos e faturar cerca de R$ 40 milhões por ano.

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