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Política

19/05/2017

Aécio Neves é afastado do mandato

Reuters
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Brasília - O ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato de senador, mas rejeitou um pedido de prisão do parlamentar apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em inquérito que tramita no STF a partir de novas provas obtidas na investigação.

O afastamento de Aécio foi determinado depois que o senador foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS e que fechou acordo de delação premiada com a Justiça. A revelação foi feita pelo jornal “O Globo” na última quarta-feira.

À frente do PSDB, Aécio anunciou no fim da tarde de ontem que se licenciava da presidência da legenda para se dedicar a provar sua inocência. O senador afastado disse ainda, por meio de comunicado, que indicava o também senador Tasso Jereissati (CE) para assumir interinamente o cargo.

Aécio foi alvo ontem de operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados a ele no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, além de seu gabinete no Congresso Nacional.

A Procuradoria-Geral da República chegou a pedir a prisão do senador, mas o ministro Fachin não acatou, de acordo com uma fonte. Mais cedo uma outra fonte havia dito à Reuters que o ministro do STF havia decidido encaminhar ao plenário do Supremo o pedido de prisão apresentado pela PGR contra Aécio.

Agentes da PF estiveram no início da manhã em um prédio de frente para a praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, onde Aécio tem um apartamento, e também em endereços do senador em Minas Gerais, incluindo uma casa e um apartamento. A irmã e assessora de Aécio, Andrea Neves, foi presa em um condomínio fechado na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

A Polícia Federal também cumpriu mandados nesta manhã no Congresso Nacional, onde fez buscas nos gabinetes de Aécio, do também senador Zezé Perrela (PMDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), segundo uma fonte, que acrescentou que um ex-assessor do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) também está entre os alvos da ação no Rio de Janeiro.

Agentes da PF realizaram ainda buscas no gabinete da Procuradoria-Geral Eleitoral, que fica no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o STF decretou a prisão de um procurador da República que atua perante a Corte.

Sem identificar os alvos, a Polícia Federal informou em comunicado que o STF expediu mandados judiciais a serem cumpridos ontem, sendo 41 de busca e apreensão e oito de prisão preventiva nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão, além do Distrito Federal.

“As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, em escritórios de advocacia e órgãos públicos. O objetivo das medidas é coletar provas de corrupção e crimes contra a administração pública, entre outros crimes, nas investigações que tramitam no STF”, disse a PF em nota.

Aécio, que até recentemente era apontado como possível candidato à Presidência nas eleições de 2018, já teve o nome mencionado em delações da Lava Jato e tem perdido força quando se trata da disputa nacional, o que deve se agravar com a nova ação.

Defesa - A defesa do senador negou ontem em nota que o parlamentar tenha recebido recursos irregulares de Joesley Batista, e disse que Aécio é vítima de uma “farsa” montada nos interesses de uma delação premiada do executivo da JBS.

O advogado José Eduardo Alckmin, que representa o senador, disse em nota que a reunião de Aécio com Joesley foi “exclusivamente de uma relação entre pessoas privadas” e que o dinheiro pedido pelo senador para cobrir custos de sua defesa não impunha qualquer contrapartida.

“Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público”, disse o advogado em nota. (Reuters)

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