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Agronegócio

10/01/2018

BRF lança marca Kidelli, com foco em baixa renda

FP/AE
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São Paulo - Dona das marcas Sadia e Perdigão, a BRF anunciou ontem a criação de uma nova linha de carnes, com preços 15% abaixo dos praticados pela média do mercado de processados. Batizada de Kidelli, ela começa a ser vendida neste início do ano em atacarejos e por distribuidores independentes, com foco em baixa renda e comerciantes de alimentos em todo o País.

A terceira marca de carnes da empresa, composta inicialmente por 14 produtos, dará a oportunidade de “aproveitar melhor as sobras de matéria-prima”, segundo o vice-presidente de negócios da companhia no Brasil, Alexandre de Almeida. A Kidelli será feita a partir de excedentes de carnes usados na fabricação dos produtos da Sadia e Perdigão.

“Excedentes que são compostos de pedaços nobres, como peitos de frangos, e que antes eram vendidos para terceiros de dentro e fora do País”, explicou o executivo.

Não haverá investimentos de mídia na nova marca, que também não usará o canal de distribuição da companhia para chegar aos supermercados e outros pontos comerciais voltados aos consumidores finais.

Essa estratégia, de acordo com Almeida, reduz o custo e faz com que o lançamento seja bem competitivo em preço. “Apostamos em um modelo de distribuição simplificada, para pessoas que buscam qualidade, sabor e preço bastante atrativo”, disse.

Esse segmento de carnes mais baratas em que a BRF, até agora, não fazia parte, representa uma fatia de 30% do setor de processados, calcula a companhia. “Com o lançamento [da nova marca], vamos atender todos os públicos”, disse Almeida.

Ele frisou que o lançamento seria complementar às outras duas marcas de seu portfólio e que não haverá “canibalização” de produtos.

A BRF não divulga quanto investiu na Kidelli, mas afirma que desembolsou R$ 560 milhões em inovação nos últimos três anos e que parte desse montante foi para a criação da nova marca.
Cinco unidades vão produzir a marca, principalmente as de Uberlândia (MG) e de Videira (SC). A ideia é que a empresa aproveite a capacidade ociosa dos frigoríficos e também a matéria prima excedente das produções já existentes. Ele afirmou que a marca vai agregar valor às margens da BRF, “com matérias-primas que são vendidas nos mercados interno e externo, hoje sem agregação de valor”.

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