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Negócios

10/01/2018

Venda de material escolar deve subir até 10%

Inflação mais baixa e os sinais de recuperação do poder de compra contribuíram para elevar o tíquete médio
Mírian Pinheiro
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A DAC tem em janeiro seu melhor período de vendas, respondendo por 23% do total/Alisson J. Silva
A “volta às aulas” é um dos principais e mais importantes períodos para o setor de papelaria e livraria em Belo Horizonte. Nesse período, as empresas costumam reforçar a equipe de atendimento nas lojas e também os estoques. Na DAC papelaria, localizada na região central, são 17 mil itens à disposição dos consumidores. De acordo com o gerente da DAC, Darcilo Cândido, o cenário econômico melhorou, “por isso esperamos um crescimento de 5% no volume de vendas na comparação com igual intervalo do ano passado”. “As pessoas estão falando menos de crise. Chegam querendo mercadoria boa e preço justo”, afirma Cândido.

No mercado há mais de 40 anos, a DAC, que tem mais de 200 metros quadrados de área de vendas, tem em janeiro seu melhor período de vendas, respondendo por 23% do total. E a estratégia para não perder cliente no período, segundo o gerente, é oferecer descontos, que podem chegar a 10% nas compras individuais, e negociar parcelas no cartão sem juros. A loja atende mais de 20 escolas, cujas listas, sem livros incluídos, permitem um gasto médio de R$ 220.

Sócio-diretor da rede de lojas Leitura, com 67 lojas pelo Brasil, sendo 20 em Minas, Marcus Teles comemora o crescimento (em relação ao mesmo período do ano anterior) de 10% das vendas nas lojas da Leitura somente na primeira semana de janeiro. Movimento que tende a crescer até o final do mês, mas que, de acordo com ele, poderá não ser como o esperado em razão da mudança no calendário das escolas públicas. “Eles resolveram atrasar o início das aulas para o dia 15 de fevereiro e isso pode impactar um pouco as vendas de janeiro”, avalia.
Contudo, os meses de dezembro a fevereiro na rede, segundo ele, representam, em média, 1/3 das vendas anuais. “Mas há lojas que chegam a faturar metade da receita nesses três meses”, afirma. Para o empresário, as vendas de material escolar neste ano estão melhores que as de 2017 em função de fatores macroeconômicos, como a queda dos juros, que permitiu o aumento do prazo de pagamento. “As pessoas preferem prazo a desconto”, destaca.

Facilidades - E é exatamente o parcelamento das compras em até 10 vezes e a variedade de artigos que, na opinião dele, são os diferenciais importantes da Leitura, que tem 60% de suas vendas atreladas ao cartão crédito. “Atendemos em Belo Horizonte e região metropolitana cerca de 500 escolas públicas e mais de 100 escolas particulares. Nosso mix é gigantesco. Mas os clientes conseguem comprar uma lista básica com menos de R$ 100 nas lojas e ainda facilitados”, afirma.

Porém, a mesma lista, com cinco livros inclusos, chega a ter um acréscimo de R$ 700. No caso de as publicações serem usadas, o preço pode cair pela metade. Por outro lado, se incluir mochila, o valor pode subir ainda mais. Com mais de 300 modelos à disposição dos clientes, a Leitura tem versões de mochilas que vão de R$ 39,90, a outras que podem custar até mais de R$ 300.

De volta às compras - Para o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marco Antônio Gaspar, a expectativa da Câmara Setorial de Papelaria da entidade é de uma alta de 5% no volume de vendas com a volta às aulas. Segundo Gaspar, a crise acentuada dos últimos dois anos, que afastou os consumidores dos produtos de valor agregado, ficou para trás. A percepção agora, ele diz, é de uma predisposição dos pais às compras, inclusive de produtos licenciados, de valores acima da média.

Na opinião dele, a inflação mais baixa, os juros menores e os sinais de recuperação do poder de compra do brasileiro contribuíram para elevar o tíquete médio das papelarias, que estão trabalhando com um público com mais vontade de gastar. “O gasto médio tem sido de R$ 200, para uma lista básica de ensino fundamental”, afirma. O parcelamento da compra, cada vez maior, é outro facilitador destacado.

A data é considerada por Gaspar a melhor do ano, sendo responsável, em muitos casos, por metade do faturamento anual das lojas do segmento, que também vêm trabalhando no que ele chama de ‘Era do compartilhamento’. “Sobra mais orçamento para cadernos, mochilas e outros artigos. A papelaria ganha, mas a livraria perde”, constata, fazendo referência aos grupos particulares de compra de livros usados - alternativa cada vez mais recorrente entre os consumidores de escolas privadas do ensino médio.

Vendas aumentadas - Também dono da rede Papelaria Brasilusa, no mercado há 46 aos e com lojas no centro da Capital, Savassi, Barroca (Oeste) e Floresta (Leste), Gaspar projeta um crescimento de 10% no volume de vendas das suas lojas até fevereiro na comparação com o mesmo período de 2017.

“Na primeira semana de janeiro, já registramos uma alta de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior”, comemora ele, certo de que vai alcançar a meta mesmo com o atraso do início das aulas nas escolas públicas. “As pessoas deixam mesmo tudo para última hora. Nesse caso, para as lojas pequenas, é até melhor, porque o movimento será bem distribuído, sem confusão. As pessoas são melhor atendidas”, completa.

A Brasilusa oferece 25 mil itens de papelaria, com descontos que chegam a 15% no pagamento à vista em dinheiro. Um abatimento de 10% também é concedido no cartão de débito. Já no crédito, a compra pode ser parcelada em até 10 vezes. A pré-compra é outra comodidade oferecida pela rede, que reserva o material escolar e cobra taxas a partir de R$ 5 para entrega em domicílio. Quem deseja levar tudo prontinho e encapado também pode contratar o serviço nas quatro lojas da rede. “Essa estratégia foi criada a fim de auxiliar os consumidores com as compras no começo do ano, período no qual contas como IPTU, IPVA e material escolar representam altos custos”, observa.

Sobre a volta às aulas, a expectativa da Kalunga, que fechou 2017 com 27 novas lojas no Brasil, é de um desempenho 12% maior sobre a campanha de 2017. A projeção se deve a fatores, como o aumento de participação nas recentes regiões de expansão; algumas previsões mais otimistas sobre a economia e todo o trabalho de planejamento e negociação com fornecedores para disponibilizar uma variada gama de marcas.

Além de produtos e preços agressivos, com o propósito de levar ao consumidor as melhores oportunidades de compras e com economia, a marca apostou no desenvolvimento de marcas exclusivas, como a linha de cadernos, desenvolvida para a comercialização nas lojas. A estratégia da empresa é manter as lojas abastecidas, promovendo grandes negociações com os principais fornecedores da categoria, com atendimento de qualidade e variedade no portfólio.

Variação de preço na Capital passa de 400%

O Mercado Mineiro realizou o primeiro levantamento de preços de material escolar para o início de 2018. A pesquisa, realizada entre os dias 2 e 8 de janeiro, consultou 82 produtos em 11 estabelecimentos da Capital e Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O levantamento tem como principal objetivo apresentar aos consumidores (alunos e pais de alunos) a comparação de preços entre as principais lojas do setor.

Segundo o diretor executivo do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, a qualidade, preço e facilidades de pagamento devem ser avaliados no momento da escolha tanto do material como do estabelecimento. “O consumidor deve avaliar as duas ou três melhores lojas (com os menores preços) para comprar o material escolar”, recomenda. Ficar atento aos preços é fundamental pois, segundo a pesquisa, itens da lista de material escolar chegaram a ter diferença de 406%.

Para Abreu, a qualidade, preço e facilidades de pagamento devem ser avaliados no momento da escolha tanto do material como do estabelecimento. “O consumidor deve avaliar duas ou três melhores lojas (com os menores preços) para comprar o material escolar”, recomenda. A pesquisa completa está disponível no site www.mercadomineiro.com.br.

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