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Negócios

10/01/2018

Orçamento apertado faz demanda por livros usados aumentar

Daniela Maciel
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Na Livraria João Paulo II vendas de ?volta às aulas? de livros usados já engrenaram/Alisson J. Silva
Em tempos de aperto econômico os livros usados se tornam mais atraentes para pais que precisam controlar o orçamento, já impactado pelos gastos de fim de ano e os inevitáveis impostos de janeiro.

De acordo com o sócio-proprietário da Livraria João Paulo II, Ricardo Alexandre Azevedo, as vendas de “volta às aulas” já engrenaram, e o resultado do comércio de livros usados deve ficar próxima do ano passado. “A crise econômica faz com que os pais pesquisem mais, sentimos isso no número de consultas. O que dificulta é que as editoras não estão respeitando os prazos de lançamento de novas edições e lançam versões de dois em dois anos. Isso inviabiliza a venda de usados e até mesmo a venda de estoque no ano seguinte. Por ano, descartamos cerca de três toneladas de livros didáticos que não é possível mais vender”, explica Azevedo.

Muitas escolas particulares da Capital vêm adotando a versão on-line dos livros didáticos. A iniciativa, porém, não impactou os resultados das três lojas da rede. A opção por apostilas, sim, pode tornar as coisas mais difíceis. “Muitas escolas que fizeram a opção pelo on-line estão recuando e voltando ao livro de papel. Os pais reclamam do custo e justamente da falta de oportunidade de aproveitar o material no ano seguinte para outro filho ou fazendo a venda e troca de usados. Também reclamam das apostilas que, via de regra, são consumíveis”, pontua o sócio-proprietário da Livraria João Paulo II.

Para o sócio-proprietário da Livraria Ouvidor, Rafael Giovanne Santarelli, a variação na compra e venda de livros usados é muito grande de um ano para outro, mesmo em condições macroeconômicas parecidas. A mania de deixar tudo para a última hora é um dos principais motivos dessa dificuldade. Para ele, outro causador da variação é o e-commerce de usados. Há 18 meses instalado no bairro Floresta (região Leste) já se tornou conhecido dos moradores. A outra loja fica na Savassi (região Centro-Sul).

“A internet dá comodidade ao consumidor, por isso também aderimos à venda on-line de usados. Mesmo assim a busca nas lojas continua grande. Uma das vantagens de vir à loja física é a possibilidade de não apenas vender e trocar livros usados, como de ganhar um desconto extra na hora de fechar a lista. Um livro usado custa, normalmente, entre 50% e 60% do preço de um novo”, pontua Santarelli.

Na Livraria Dona Clara, localizada no hipercentro, o vendedor Jeferson de Brito revela que o preço pago pelo estabelecimento em um livro usado é formado por diversas variáveis, como título, edição, estado de conservação e demanda. Os livros só são passíveis de serem vendidos no sexto ano, quando se tornam não-consumíveis.

“As vendas começaram no final de novembro e tivemos um início de dezembro muito bom. Passadas as festas de fim de ano, as coisas já começaram a melhorar. A maioria busca a compra e também a troca de usados, podendo conseguir um bom desconto no valor final da lista. Em média são trazidos 12 livros para a venda e oito na troca, a um preço entre R$ 30 e R$ 40 cada, em média”, informa Brito.

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